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2 de abr de 2025 às 14:13
O Santuário de Fátima, em Portugal, vai manter o mosaico do ex-jesuíta padre Marko Rupnik na parede de fundo do presbitério da basílica da Santíssima Trindade, mas decidiu não usá-lo para fins promocionais
O site português 7MARGENS pediu esclarecimentos ao Santuário de Fátima depois da decisão do bispo de Tarbes e Lourdes, França, dom Jean-Marc Micas de cobrir os mosaicos de Rupnik nas entradas da basílica do Rosário, no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.
“Não ponderamos a sua remoção. No entanto, desde que tomámos conhecimento das denúncias contra o padre M.I. Rupnik, suspendemos a utilização da imagem, da totalidade da obra e de pormenores, nos nossos materiais de divulgação”, disse o santuário ao 7MARGENS em nota publicada ontem (1º).
Rupnik, que também é artista, é acusado de abuso espiritual, psicológico e sexual de freiras. Ele foi removido da ordem jesuíta em junho de 2023. Rupnik atualmente enfrenta um julgamento canônico sobre as acusações de que abusou de dezenas de religiosas, algumas no contexto da criação de sua arte.
Na nota, o santuário diz que “repudia liminarmente os atos cometidos pelo padre M. I. Rupnik” e que “já expressou a sua solidariedade para com as vítimas”.
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A basílica da Santíssima Trindade em Fátima, inaugurada em 2007, foi construída para acomodar o grande número de peregrinos que excedia a capacidade da basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, menor e mais antiga. O mosaico de 500 metros quadrados, que cobre a parede curva do fundo do presbitério, foi criado por Rupnik e realizado pelo Centro de Arte Espiritual Aletti, fundado por ele em Roma, Itália.
Em 2024, os Cavaleiros de Colombo, uma ordem de leigos fundada nos EUA, também cobriu os mosaicos de Rupnik nas duas capelas do Santuário Nacional de São João Paulo II em Washington, D.C., e na capela da sede dos cavaleiros em New Haven, Connecticut.
“Os cavaleiros de Colombo decidiram cobrir esses mosaicos porque a nossa primeira preocupação deve ser com as vítimas de abuso sexual, que já sofreram imensamente na Igreja, e que podem ficar ainda mais magoadas com a exposição contínua dos mosaicos no santuário”, disse Patrick Kelly, Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, num comunicado publicado na ocasião.
A prolífica carreira artística do padre criou um problema para muitos santuários e igrejas em todo o mundo. A basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), já inaugurou em duas das fachadas mosaicos de Rupnik e têm os projetos de mais duas.
A oficina de Rupnik esteve envolvida em projetos para cerca de 200 outros lugares de culto em todo o mundo, como na capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, no Vaticano e no santuário de São Pio de Pietrelcina, na Itália.