
Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 15 fevereiro 2026
Evangelho e palavra do dia 15 fevereiro 2026 Liturgia Diária – Evangelho e palavra do dia 14 fevereiro 2026 Primeira Leitura Leitura do Livro do
CIDADE DO VATICANO – Em antecipação ao 37º Dia de Aprofundamento e Desenvolvimento do Diálogo entre Católicos e Judeus, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) divulgou uma mensagem de profunda fraternidade, destacando a "bênção comum" que une as duas tradições de fé. A mensagem, preparada para a celebração do próximo dia 17 de janeiro de 2026, reafirma o compromisso irrevogável da Igreja em combater todas as formas de antissemitismo e em fortalecer os laços com os "irmãos mais velhos" na fé, conforme o espírito do Concílio Vaticano II.
No coração da mensagem dos bispos italianos está a poderosa imagem da "mesma bênção". Esta expressão evoca o patrimônio espiritual partilhado, que tem como patriarca comum Abraão, nosso pai na fé. A Igreja ensina, especialmente através da declaração conciliar Nostra Aetate, que as raízes da fé cristã mergulham profundamente no solo fértil da primeira Aliança de Deus com o povo judeu. Não somos herdeiros de uma tradição estranha, mas de uma promessa que, embora encontre seu cumprimento definitivo em Jesus Cristo, não anula nem revoga o chamado original e a fidelidade de Deus ao Seu povo eleito.
A "bênção" é, portanto, a da Aliança. É o reconhecimento de que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis (cf. Romanos 11,29). Ao celebrar este dia, os católicos são convidados a meditar sobre este mistério: como a nossa identidade está intrinsecamente ligada à história de Israel. Os Salmos que rezamos, os profetas que lemos e o próprio Jesus, a Virgem Maria e os Apóstolos, eram todos filhos e filhas do povo judeu. Ignorar esta verdade é empobrecer a nossa própria fé, é cortar o galho da árvore que o sustenta.
A mensagem da CEI é enfática ao apelar para a necessidade de "combater vigorosamente todas as formas de antissemitismo e antijudaísmo". Este não é apenas um apelo social ou político, mas um imperativo teológico. O Magistério da Igreja, desde o Concílio Vaticano II, tem sido claríssimo: o antissemitismo é um pecado contra Deus e contra a humanidade. Como recordou o Papa Pio XI, "espiritualmente, somos todos semitas".
Diante de um contexto global onde, infelizmente, ressurgem discursos de ódio e preconceito, a Igreja tem o dever de ser uma voz profética em defesa da dignidade do povo judeu. A mensagem italiana serve como um lembrete para todas as dioceses e paróquias de que o diálogo não é uma opção, mas uma parte essencial da nossa vocação cristã. Educar as novas gerações sobre os horrores do passado e a beleza do patrimônio judaico é fundamental para construir um futuro de respeito e colaboração mútua.
Esta jornada de diálogo ganha um significado especial no contexto atual. Em outubro de 2025, celebramos o 60º aniversário da promulgação da Declaração Nostra Aetate. Este documento seminal do Concílio Vaticano II revolucionou a relação entre a Igreja Católica e as religiões não-cristãs, dedicando um parágrafo de importância histórica (n. 4) à relação com o judaísmo. Foi ali que a Igreja repudiou formalmente a antiga e infundada acusação de deicídio contra o povo judeu e deplorou "os ódios, perseguições e todas as manifestações de antissemitismo". A mensagem dos bispos italianos para 2026 é um fruto maduro desta semente plantada pelos Padres Conciliares, um testemunho de que o caminho de amizade e redescoberta mútua continua a florescer.
Neste tempo litúrgico do Advento, em que nos preparamos para celebrar o Natal do Senhor, a nossa ligação com o povo judeu torna-se ainda mais palpável. A nossa espera ecoa a longa e fiel espera de Israel pelo Messias. As leituras proféticas de Isaías, Miquéias e Jeremias, que ressoam em nossas igrejas, são tesouros da Escritura Hebraica que nutriram a esperança de gerações. O Menino Jesus, que contemplaremos no presépio, nasceu judeu, da Virgem Maria, Filha de Sião. Ele foi circuncidado, apresentado no Templo e criado segundo as leis e os costumes do Seu povo. O Natal não é uma ruptura, mas um cumprimento que nos convida a olhar com reverência para a história da salvação que o precedeu e preparou. Reconhecer esta continuidade enriquece a nossa celebração, tornando-a mais profunda e teologicamente mais rica.
Seguindo os passos de seus predecessores, de São Paulo VI a Francisco, o Santo Padre, o Papa Leão XIV, tem incentivado firmemente a continuidade deste diálogo fraterno. Em recentes discursos, Sua Santidade recordou que a amizade judaico-católica é um dom para a Igreja e um testemunho para um mundo fragmentado. O Papa Leão XIV insiste que o diálogo não deve se limitar a encontros acadêmicos, mas deve se traduzir em gestos concretos de solidariedade, oração comum pela paz e colaboração em projetos de caridade, mostrando ao mundo que, apesar das diferenças teológicas, a fé no único Deus nos une em uma missão comum pelo bem da humanidade. A mensagem da CEI está em perfeita sintonia com o coração pastoral do pontífice, que vê no encontro com os irmãos judeus uma via privilegiada para a paz.
O Dia de 17 de janeiro de 2026 será, portanto, mais uma oportunidade para que católicos em todo o mundo, especialmente na Itália, redescubram e celebrem a bênção de pertencer a uma grande família de fé, unida pela promessa feita a Abraão e chamada a ser luz para as nações.
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Fonte: Vatican News

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