
Na Festa da Sagrada Família, Papa Leão XIV envia ajuda à Ucrânia e recorda o drama dos refugiados
Um gesto de proximidade paterna às famílias em sofrimento CIDADE DO VATICANO – Em um gesto que une a liturgia à caridade concreta, o Papa
CIDADE DO VATICANO – Em um gesto que une a liturgia à caridade concreta, o Papa Leão XIV determinou o envio de ajuda humanitária e financeira à Ucrânia e a outras regiões em crise, por ocasião da celebração da Festa da Sagrada Família, neste domingo, 28 de dezembro de 2025. A missão foi confiada ao esmoleiro pontifício, o Cardeal Konrad Krajewski, Prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade.
O Santo Padre manifestou o seu desejo de se fazer próximo das famílias que, assim como a Família de Nazaré, experimentam o “caminho doloroso do exílio em busca de refúgio”. Este ato de solidariedade visa levar amparo e esperança àqueles que enfrentam as mais duras provações, especialmente durante o rigoroso inverno no hemisfério norte.
O foco principal desta nova iniciativa humanitária da Santa Sé é a Ucrânia. Três caminhões carregados com suprimentos essenciais foram despachados para as áreas mais devastadas pelos bombardeios. Em um cenário onde a falta de eletricidade, água e aquecimento se tornou uma arma de guerra contra a população civil, a ajuda enviada é vital.
Os veículos transportam geradores de energia, cobertores térmicos, alimentos de longa duração e medicamentos. O Cardeal Krajewski enfatizou que a intenção do Pontífice vai além do socorro material; trata-se de uma mensagem poderosa de que essas famílias não foram esquecidas por Deus nem abandonadas pela Igreja. Desde o início de seu pontificado, em maio de 2025, o Papa Leão XIV tem insistido na “cultura da proximidade” como um pilar da ação eclesial, dando continuidade ao empenho de seus predecessores pela paz no leste europeu.
A escolha da data para este anúncio é profundamente simbólica. A Igreja, ao celebrar a Sagrada Família, contempla o mistério de Jesus, Maria e José, que enfrentaram a perseguição e a incerteza da fuga para o Egito. Eles se tornaram o arquétipo de todas as famílias deslocadas e refugiadas ao longo da história.
Ao conectar a ajuda humanitária a esta festa, o Papa Leão XIV recorda a todos os fiéis que o rosto de Cristo se reflete hoje nas crianças, mulheres e homens que fogem da guerra e da miséria. Acolher e proteger estes irmãos é, em essência, acolher o próprio Menino Jesus. O gesto papal serve como um forte apelo à consciência global, convidando cada cristão a transformar a oração em gestos concretos de solidariedade, levando calor e esperança a quem vive no frio da indiferença e na escuridão do desespero.
A ação do Dicastério para o Serviço da Caridade, no entanto, não se restringe à Ucrânia. A ajuda financeira se estende a outras “periferias existenciais”, alcançando famílias que sofrem em silêncio, longe do foco da mídia internacional. Este olhar universal reafirma a maternidade da Igreja, que não conhece fronteiras quando se trata de socorrer um de seus filhos em necessidade.

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