Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 03 janeiro 2026

Liturgia diária
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02/jan/2026

Evangelho e palavra do dia 03 janeiro 2026


Liturgia Diária - Evangelho e palavra do dia 02 de janeiro de 2026.

Leitura da Primeira Carta de São João

2,29-3,6

Caríssimos,

já que sabeis que ele é justo,
sabei também que todo aquele que pratica a justiça
nasceu dele.

Vede que grande presente de amor o Pai nos deu:
de sermos chamados filhos de Deus!
E nós o somos!
Se o mundo não nos conhece,
é porque não conheceu o Pai.

Caríssimos, desde já somos filhos de Deus,
mas nem sequer se manifestou o que seremos!
Sabemos que, quando Jesus se manifestar,
seremos semelhantes a ele,
porque o veremos tal como ele é.

Todo o que espera nele,
purifica-se a si mesmo,
como também ele é puro.

Todo o que comete pecado,
comete também a iniquidade,
porque o pecado é a iniquidade.

Vós sabeis que ele se manifestou

para tirar os pecados
e que nele não há pecado.

Todo aquele que peca

mostra que não o viu, nem o conheceu.
Palavra do Senhor.

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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

1,29-34

No dia seguinte,
João viu Jesus aproximar-se dele e disse:
"Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.

Dele é que eu disse:
Depois de mim vem um homem

que passou à minha frente,
porque existia antes de mim.

Também eu não o conhecia,
mas se eu vim batizar com água,
foi para que ele fosse manifestado a Israel".

E João deu testemunho, dizendo:
"Eu vi o Espírito descer,
como uma pomba do céu,
e permanecer sobre ele.

Também eu não o conhecia,
mas aquele que me enviou a batizar com água

me disse:
'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer,

este é quem batiza com o Espírito Santo'.

Eu vi e dou testemunho:
Este é o Filho de Deus!"

Comentário

João, tendo cumprido a sua missão, sabe afastar-se, retira-se de cena para dar lugar a Jesus. Ele viu o Espírito descer sobre Ele (cf. vv. 33-34), indicou-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e agora ele, por sua vez, põe-se em humilde escuta. De profeta torna-se discípulo.

Ele pregou ao povo, reuniu discípulos e formou-os durante muito tempo. No entanto, não vincula ninguém a si. E isto é difícil, mas é o sinal do verdadeiro educador: não ligar as pessoas a si mesmo. João faz isto: coloca os seus discípulos nas pegadas de Jesus.

Ele não está interessado em ter um séquito para si, em obter prestígio e sucesso, mas dá testemunho e depois faz um passo atrás, para que muitos possam ter a alegria de encontrar Jesus. Podemos dizer: ele abre a porta e sai.

Com este espírito de serviço, com a sua capacidade de dar lugar a Jesus, João Batista ensina-nos algo importante: a libertação dos apegos. Sim, porque é fácil apegar-se a papéis e posições, à necessidade de ser estimado, reconhecido e recompensado.

E isto, embora seja natural, não é uma coisa boa, porque o serviço requer gratuidade, cuidar dos outros sem benefício para si mesmo, sem segundas intenções, sem esperar retribuição. Também a nós fará bem cultivar, como João, a virtude de nos afastarmos no momento apropriado, testemunhando que o ponto de referência na vida é Jesus. (Papa Francisco, Angelus de 15 de janeiro de 2023)

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