EUA atacam terroristas na Nigéria e prometem novas ações em defesa dos cristãos

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04/jan/2026

Forças militares dos Estados Unidos, em uma operação conjunta com o governo da Nigéria, realizaram um ataque aéreo contra militantes afiliados ao Estado Islâmico (ISIS) no estado de Sokoto. A ação foi apresentada como uma resposta direta à crescente perseguição de cristãos no país africano, considerado o mais perigoso do mundo para seguidores de Cristo.

Após o ataque, ocorrido em 25 de dezembro, o presidente Donald Trump emitiu uma declaração contundente, afirmando que a operação é um cumprimento de sua advertência aos grupos terroristas. “Eu avisei a esses terroristas que, se não parassem com a matança de cristãos, haveria um inferno a pagar, e esta noite houve”, declarou. Ele prometeu novas ações militares caso a violência contra os cristãos continue.

Um cenário de violência extrema

A situação dos cristãos na Nigéria é dramática. Relatórios de organizações de direitos humanos e liberdade religiosa apontam que, apenas nos primeiros sete meses de 2025, mais de 7.000 cristãos foram mortos e outros 7.800 sequestrados por causa de sua fé. A violência, que atinge de forma desproporcional as comunidades cristãs, tem se intensificado nos últimos anos, tornando a vida de milhões de fiéis uma luta diária pela sobrevivência.

O Comando dos EUA para a África confirmou a operação, destacando o objetivo de “proteger os americanos e desmantelar organizações extremistas violentas onde quer que estejam”. O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria também corroborou a cooperação, afirmando que “a violência terrorista, seja dirigida a cristãos, muçulmanos ou outras comunidades, continua sendo uma afronta aos valores da Nigéria e à paz e segurança internacionais”.

A ameaça das milícias Fulani

Apesar do foco da operação ter sido o ISIS, especialistas que acompanham o conflito na região alertam que a maior ameaça aos cristãos nigerianos vem de outra fonte: as milícias da etnia Fulani. Esses grupos são responsáveis pela maioria das mortes de cristãos no país, atuando principalmente na região centro-norte.

Essas milícias, movidas por uma ideologia islamista radical, atacam sistematicamente aldeias cristãs com o objetivo de expulsar os moradores, tomar suas terras e estabelecer califados. O governo nigeriano é frequentemente criticado por sua aparente inação ou incapacidade de conter a violência desses grupos. Para muitos analistas, o ataque americano pode ter sido um “sinal de alerta” para que as autoridades nigerianas ajam de forma mais decisiva para proteger todas as suas minorias religiosas, e não apenas combatam grupos de renome internacional como o ISIS.

Especialistas reforçam que a causa principal dessa perseguição é a ideologia extremista, e não justificativas frequentemente citadas, como disputas por terras ou efeitos das mudanças climáticas. A pressão internacional, como a demonstrada por esta ação militar, é vista como um fator crucial para que o governo da Nigéria assuma sua responsabilidade de desarmar e processar os responsáveis pela violência jihadista.

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