
Nigéria: 72% dos Cristãos Mortos no Mundo Foram no País, Revela Relatório Alarmante
Um novo e perturbador relatório aponta a Nigéria como o epicentro da perseguição global contra cristãos, registrando 72% dos assassinatos de fiéis em todo o
Um novo e perturbador relatório aponta a Nigéria como o epicentro da perseguição global contra cristãos, registrando 72% dos assassinatos de fiéis em todo o mundo no último ano. A nação africana, que ocupa uma posição proeminente na lista de países onde a fé cristã é mais ameaçada, testemunhou a morte de 3.490 cristãos de um total de 4.849 globalmente, conforme dados do Levantamento Anual de Perseguição Religiosa para 2026, divulgado por uma organização internacional de monitoramento.
Este panorama sombrio ressalta um aumento alarmante de 8 milhões de cristãos que enfrentam altos níveis de perseguição e discriminação entre outubro de 2024 e setembro de 2025, elevando o número total para 388 milhões de indivíduos em situação vulnerável. A situação na Nigéria tem sido descrita por especialistas como uma 'armadilha mortal para cristãos', inserida em uma região da África Subsaariana onde a violência religiosa atinge proporções críticas.
A crise nigeriana ganhou atenção internacional, com pronunciamentos de líderes globais. O governo dos Estados Unidos, por exemplo, manifestou preocupação com a incapacidade do governo nigeriano em proteger suas minorias cristãs contra ataques jihadistas, chegando a classificar a situação como um 'genocídio'. No entanto, há uma aparente relutância das autoridades nigerianas em abordar abertamente o aspecto religioso do conflito, temendo uma designação internacional que poderia levar a embargos e outras sanções.
Especialistas em direitos humanos e liberdade religiosa têm enfatizado a complexidade do conflito. David Smith, um enviado especial para liberdade religiosa, destacou a necessidade de uma abordagem de 'amigos críticos' para com a Nigéria, encorajando o governo a reconhecer a verdade multifacetada por trás da violência. Ele ressaltou a importância de dar voz às vítimas, afirmando que 'ninguém deveria viver com medo por causa de sua fé ou crença'.
O Pontífice, em um apelo feito em novembro de 2025, também expressou profunda tristeza pela perda de vidas, tanto de cristãos quanto de muçulmanos, na Nigéria. Ele exortou o governo nigeriano a promover 'autêntica liberdade religiosa', reiterando a necessidade de proteção para todos os cidadãos.
As causas da perseguição na Nigéria são intrincadas e variam significativamente por região. No centro do país, observa-se um conflito agrário exacerbado por diferenças étnicas e religiosas. Pastores Fulani, predominantemente muçulmanos, migram do norte para a região central em busca de recursos como pastagens, o que os coloca em confronto direto com comunidades agrícolas, majoritariamente cristãs.
Embora muitas vezes simplificado como um conflito por recursos, há uma crescente preocupação com a emergência de 'militantes Fulani islâmicos', que têm sido associados a ataques violentos. Dados indicam que cristãos têm 2,7 vezes mais chances de serem alvo e mortos nesses ataques do que muçulmanos, sugerindo que a motivação não é puramente territorial, mas também religiosa, com líderes cristãos sendo frequentemente visados por sequestro e resgate.
Além disso, grupos terroristas como o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) operam na Nigéria, com a declarada ambição de estabelecer um califado islâmico baseado em uma ideologia radical. Essas organizações utilizam plataformas digitais para vangloriar-se de seus atos de violência contra aqueles que consideram 'infiéis'.
Diante desse cenário, há um clamor internacional por maior engajamento. Organizações de direitos humanos e líderes religiosos apelam para que governos e instituições globais usem sua influência em negociações de segurança, comércio e diplomacia para advogar pela liberdade de religião e crença. A voz dos cristãos nigerianos, como a do Pastor Barnabas, clama por atenção: 'Queremos que as pessoas espalhem esta notícia para todos, para que continuem falando sobre isso, para que sejamos salvos'.

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