Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 19 abril 2026

Evangelho e palavra do dia 19 abril 2026
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18/abr/2026

Evangelho e palavra do dia 19 abril 2026


Liturgia Diária - Evangelho e palavra do dia 19(hoje) abril 2026.

Primeira Leitura

Leitura dos Atos dos Apóstolos 

2,14.22-33

No dia de Pentecostes,

Pedro de pé, junto com os onze apóstolos,
levantou a voz e falou à multidão:

"Homens de Israel, escutai estas palavras:
Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus,
junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais
que Deus realizou, por meio dele, entre vós.
Tudo isto vós bem o sabeis.

Deus, em seu desígnio e previsão, determinou 

que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, 

e vós o matastes, pregando-o numa cruz.

Mas Deus ressuscitou a Jesus,
libertando-o das angústias da morte,
porque não era possível que ela o dominasse.

Pois Davi dele diz:
'Eu via sempre o Senhor diante de mim, 

pois está à minha direita para eu não vacilar.

Alegrou-se por isso meu coração
e exultou minha língua
e até minha carne repousará na esperança.

Porque não deixarás minha alma
na região dos mortos nem permitirás 

que teu Santo experimente corrupção.

Deste-me a conhecer os caminhos da vida 

e a tua presença me encherá de alegria'.

Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza
que o patriarca Davi morreu e foi sepultado 

e seu sepulcro está entre nós até hoje.

Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente 

que um de seus descendentes
ocuparia o trono.

É, portanto, a ressurreição de Cristo 

que previu e anunciou com as palavras:
'Ele não foi abandonado na região dos mortos
e sua carne não conheceu a corrupção'.

Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus
e disto todos nós somos testemunhas.

E agora, exaltado pela direita de Deus,
Jesus recebeu o Espírito Santo 

que fora prometido pelo Pai, 

e o derramou, como estais vendo e ouvindo".

 

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Segunda Leitura

Leitura da Primeira Carta de São Pedro 

1,17-21

Caríssimos:

Se invocais como Pai aquele que sem discriminação

julga a cada um de acordo com as suas obras,
vivei então respeitando a Deus
durante o tempo de vossa migração neste mundo.

Sabeis que fostes resgatados
da vida fútil herdada de vossos pais,
não por meio de coisas perecíveis,
como a prata ou o ouro,

mas pelo precioso sangue de Cristo,
como de um cordeiro sem mancha nem defeito.

Antes da criação do mundo, 

ele foi destinado para isso, 

e neste final dos tempos, 

ele apareceu, por amor de vóv.

Por ele é que alcançastes a fé em Deus.
Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória,
e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

24,13-35

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana,
dois dos discípulos de Jesus
iam para um povoado, chamado Emaús,
distante onze quilômetros de Jerusalém.

Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.

Enquanto conversavam e discutiam,
o próprio Jesus se aproximou
e começou a caminhar com eles.

Os discípulos, porém, estavam como que cegos,
e não o reconheceram.

Então Jesus perguntou:
"O que ides conversando pelo caminho?"
Eles pararam, com o rosto triste,

e um deles, chamado Cléofas, lhe disse:
"Tu és o único peregrino em Jerusalém
que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?"

Ele perguntou: "O que foi?"
Os discípulos responderam:
"O que aconteceu com Jesus, o Nazareno,
que foi um profeta poderoso em obras e palavras,
diante de Deus e diante de todo o povo.

Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes
o entregaram para ser condenado à morte
e o crucificaram.

Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,
mas, apesar de tudo isso,
já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

É verdade que algumas mulheres do nosso grupo
nos deram um susto.
Elas foram de madrugada ao túmulo

e não encontraram o corpo dele.
Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos
e que estes afirmaram que Jesus está vivo.

Alguns dos nossos foram ao túmulo
e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito.
A ele, porém, ninguém o viu".

Então Jesus lhes disse:

"Como sois sem inteligência e lentos
para crer em tudo o que os profetas falaram!

Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso
para entrar na sua glória?"

E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,
explicava aos discípulos
todas as passagens da Escritura
que falavam a respeito dele.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam,

Jesus fez de conta que ia mais adiante.

Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:
"Fica conosco, pois já é tarde
e a noite vem chegando!"
Jesus entrou para ficar com eles.

Quando se sentou à mesa com eles,
tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

Nisso os olhos dos discípulos se abriram
e eles reconheceram Jesus.
Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Então um disse ao outro:
"Não estava ardendo o nosso coração
quando ele nos falava pelo caminho,
e nos explicava as Escrituras?"

Naquela mesma hora, eles se levantaram
e voltaram para Jerusalém 

onde encontraram os Onze reunidos com os outros.

E estes confirmaram:

"Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!"

Então os dois contaram
o que tinha acontecido no caminho,
e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Comentário

Os discípulos de Emaús caminham tristes porque esperam outro final, um Messias que não conhecesse a cruz.

Não obstante tenham ouvido dizer que o sepulcro está vazio, não conseguem sorrir.

Mas Jesus põe-se ao lado deles, ajudando-os pacientemente a compreender que a dor não é a negação da promessa, mas o caminho ao longo do qual Deus manifestou a medida do seu amor (cf. Lc 24, 13-27).

Quando finalmente se sentam à mesa com Ele e partem o pão, abrem-se-lhes os olhos.

E sentem que o seu coração já ardia, embora não o soubessem (cf. Lc 24, 28-32).

Esta é a maior surpresa: descobrir que, sob as cinzas do desencanto e do cansaço, há sempre uma brasa viva, que só espera ser reavivada.

Irmãos e irmãs, a Ressurreição de Cristo ensina-nos que não há história tão marcada pela desilusão ou pelo pecado que não possa ser visitada pela esperança.

Nenhuma queda é definitiva, nenhuma noite é eterna, nenhuma ferida está destinada a permanecer aberta para sempre.

Por mais distantes, confusos ou indignos que nos possamos sentir, não há distância que possa extinguir a força infalível do amor de Deus. (Papa Leão XIV, Audiência Geral de 8 de outubro de 2025)

Para conhecer melhor a Eucaristia em suas raízes bíblico-judaicas, veja: https://catequesedeadultos.com.br/formacao-santa-missa-as-raizes-judaicas-da-eucaristia

Essa liturgia diária é oferecida por Vatican News (https://www.vaticannews.va/pt/palavra-do-dia.html)


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