O Evangelho de são João apresenta-nos um trecho do longo discurso de despedida, pronunciado por Jesus pouco antes da sua paixão.
Neste discurso Ele explica aos discípulos as verdades mais profundas que lhe dizem respeito; deste modo é traçada a relação entre Jesus, o Pai e o Espírito.
Jesus sabe que está próximo da realização do desígnio do Pai, que se cumprirá com a sua morte e ressurreição; por isso deseja garantir aos seus que não os abandonará, porque a sua missão será dilatada pelo Espírito Santo.
Haverá o Espírito que prolongará a missão de Jesus, ou seja, que guiará a Igreja.
Jesus revela em que consiste esta missão. Antes de mais o Espírito leva-nos a compreender muitas coisas que o próprio Jesus ainda tem para dizer (cf. Jo 16, 12).
Não se trata de doutrinas novas ou especiais, mas de uma plena compreensão de tudo o que o Filho ouviu do Pai e que deu a conhecer aos discípulos (cf. v. 15).
O Espírito guia-nos nas novas situações com um olhar dirigido a Jesus e, ao mesmo tempo, aberto aos eventos e ao futuro. Ele ajuda-nos a caminhar na história firmemente radicados no Evangelho e também com fidelidade dinâmica às nossas tradições e costumes. (Papa Francisco, Angelus de 22 de maio de 2016)
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