Liturgia diária de 15 de setembro de 2026

Na memória de Nossa Senhora das Dores, a Palavra nos conduz ao Calvário: Cristo oferece sua obediência sofrida e Maria permanece de pé junto à Cruz, acolhida como Mãe pelo discípulo amado.

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14/set/2026

Confira a liturgia diária de 15 de setembro de 2026, com a Palavra de Deus, o Evangelho do dia e uma breve reflexão para oração pessoal.

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Primeira Leitura

Leitura da Carta aos Hebreus 5,7-9

Cristo, nos dias de sua vida terrestre,
dirigiu preces e súplicas,
com forte clamor e lágrimas,
àquele que era capaz de salvá-lo da morte.
E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.

Mesmo sendo Filho,
aprendeu o que significa a obediência a Deus
por aquilo que ele sofreu.

Mas, na consumação de sua vida,
tornou-se causa de salvação eterna
para todos os que lhe obedecem.

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 19,25-27

Naquele tempo,

perto da cruz de Jesus, estavam de pé
a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas,
e Maria Madalena.

Jesus, ao ver sua mãe
e, ao lado dela, o discípulo que ele amava,
disse à mãe:
“Mulher, este é o teu filho”.

Depois disse ao discípulo:
“Esta é a tua mãe”.
Daquela hora em diante,
o discípulo a acolheu consigo.

Palavra para guardar

“Esta é a tua mãe”.

Meditação breve

Neste dia em que a Igreja contempla Nossa Senhora das Dores, a Palavra nos leva ao coração do mistério da Cruz. A Carta aos Hebreus nos mostra Cristo em sua entrega filial: Ele reza, suplica, sofre e obedece. Sua obediência não é fria nem distante; passa por lágrimas, clamor e dor real. Justamente por essa entrega amorosa, Ele se torna causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

No Evangelho, Maria está de pé junto à Cruz. Ela não compreende tudo apenas com a razão, mas permanece unida ao Filho pela fé. Sua presença silenciosa é cheia de amor, fidelidade e coragem. Ali, no momento em que Jesus se entrega totalmente, Ele nos entrega também sua Mãe: “Esta é a tua mãe”.

O discípulo amado representa todo discípulo de Cristo. Acolher Maria consigo não é um detalhe sentimental, mas um gesto de fé. Maria nos ensina a permanecer junto de Jesus quando a vida pesa, quando a dor visita a casa, quando a obediência a Deus custa. Ela não nos afasta de Cristo; ao contrário, nos conduz para mais perto da Cruz, onde nasce a vida nova.

A fecundidade cristã passa pela Cruz. O amor que salva não foge do sofrimento, mas o atravessa unido a Jesus. Com Maria, aprendemos que a dor oferecida com fé pode tornar-se lugar de comunhão, maturidade espiritual e esperança.

Propósito do dia

Hoje, diante de uma dor, preocupação ou contrariedade, procure não reagir com revolta imediata. Faça uma breve oração, una essa situação à Cruz de Cristo e peça a Nossa Senhora das Dores a graça de permanecer fiel, com serenidade e confiança.

Oração final

Senhor Jesus, obediente ao Pai até a Cruz, acolho hoje o amor com que me destes Maria por Mãe. Ensinai-me a permanecer convosco nos momentos difíceis, sem fugir da fé nem endurecer o coração. Nossa Senhora das Dores, Mãe fiel junto à Cruz, ajudai-me a transformar minhas lágrimas em oração, minhas dores em oferta e minha vida em seguimento sincero de vosso Filho. Amém.

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Fonte da liturgia: Vatican News.

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