Liturgia Diária — 20 de setembro de 2026

Na liturgia de hoje, Jesus revela a generosidade de Deus, que chama todos à sua vinha e oferece a todos a vida plena do Reino.

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19/set/2026

Confira a liturgia diária de 20 de setembro de 2026, com a Palavra de Deus, o Evangelho do dia e uma breve reflexão para oração pessoal.

Prepare o coração para a Palavra de Deus. Reze com calma, acolha o chamado do Senhor e deixe que a generosidade divina ilumine o seu dia.

Primeira Leitura

Leitura do Livro do Profeta Isaías — Is 55,6-9

Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado;
invocai-o, enquanto ele está perto.

Abandone o ímpio seu caminho,
e o homem injusto, suas maquinações;
volte para o Senhor, que terá piedade dele,
volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.

Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos,
e vossos caminhos não são como os meus caminhos,
diz o Senhor.

Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos
e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos,
quanto está o céu acima da terra.

Segunda Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses — Fl 1,20c-24.27a

Irmãos:

Cristo vai ser glorificado no meu corpo,
seja pela minha vida, seja pela minha morte.

Pois, para mim, o viver é Cristo
e o morrer é lucro.

Entretanto, se o viver na carne significa
que meu trabalho será frutuoso,
neste caso, não sei o que escolher.

Sinto-me atraído para os dois lados:
tenho o desejo de partir, para estar com Cristo
— o que para mim seria de longe o melhor —

mas para vós é mais necessário
que eu continue minha vida neste mundo.

Só uma coisa importa:
vivei à altura do Evangelho de Cristo.

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus — Mt 20,1-16a

Naquele tempo,
Jesus contou esta parábola a seus discípulos:

“O Reino dos Céus é como a história do patrão
que saiu de madrugada
para contratar trabalhadores para a sua vinha.

Combinou com os trabalhadores
uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha.

Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo,
viu outros que estavam na praça, desocupados,

e lhes disse:
‘Ide também vós para a minha vinha!
E eu vos pagarei o que for justo’.

E eles foram.

O patrão saiu de novo ao meio-dia
e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.

Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde,
encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse:
‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’

Eles responderam:

‘Porque ninguém nos contratou’.
O patrão lhes disse:
‘Ide vós também para a minha vinha’.

Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador:
‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos,
começando pelos últimos até os primeiros!’

Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde
e cada um recebeu uma moeda de prata.

Em seguida vieram os que foram contratados primeiro,
e pensavam que iam receber mais.
Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.

Ao receberem o pagamento,
começaram a resmungar contra o patrão:

‘Estes últimos trabalharam uma hora só,
e tu os igualaste a nós,
que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.

Então o patrão disse a um deles:
‘Amigo, eu não fui injusto contigo.
Não combinamos uma moeda de prata?

Toma o que é teu e volta para casa!
Eu quero dar a este que foi contratado por último
o mesmo que dei a ti.

Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero
com aquilo que me pertence?
Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’

Assim, os últimos serão os primeiros,
e os primeiros serão os últimos”.

Palavra da Salvação.

Palavra para guardar

“Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?”

Meditação breve

O tema central desta liturgia é a generosidade de Deus, que supera os nossos cálculos. O profeta Isaías nos chama a buscar o Senhor e a voltar para Ele, porque Deus é “generoso no perdão”. Seus pensamentos não cabem na nossa medida estreita: Ele não age movido por comparação, inveja ou merecimento frio, mas por misericórdia.

No Evangelho, o dono da vinha chama trabalhadores em diferentes momentos do dia. Aos olhos humanos, o pagamento igual parece estranho; aos olhos de Deus, revela que o Reino é dom gratuito. O patrão não foi injusto com os primeiros, pois deu o que havia combinado. Mas foi generoso com os últimos, porque olhou também para a dignidade e a necessidade de cada um.

Essa parábola nos purifica de uma tentação comum: comparar nossa caminhada com a dos outros. Às vezes, podemos nos incomodar quando Deus acolhe, perdoa e levanta alguém que chegou depois, errou muito ou parecia distante. Jesus nos convida a abandonar a inveja espiritual e a alegrar-nos porque o Pai é bom.

São Paulo, na segunda leitura, mostra o coração de quem já entendeu o essencial: “para mim, o viver é Cristo”. Quem vive em Cristo não mede a fé como competição, mas como serviço. Na vinha do Senhor, há lugar para todos; e cada chamado, cedo ou tarde, é graça.

Propósito do dia

Hoje, procure não comparar a sua vida espiritual com a de outra pessoa. Reze por alguém que esteja recomeçando e faça um gesto concreto de acolhida, encorajamento ou perdão, lembrando que Deus também foi generoso com você.

Oração final

Senhor Deus, Pai bom e generoso, ensinai-me a acolher os vossos caminhos, mesmo quando eles ultrapassam meus cálculos. Livrai meu coração da inveja, da comparação e da dureza diante da vossa misericórdia. Dai-me a alegria de trabalhar na vossa vinha com humildade, reconhecendo que tudo é graça. Que eu saiba viver à altura do Evangelho de Cristo e me alegrar quando alguém é alcançado pelo vosso perdão. Amém.

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Fonte da liturgia: Vatican News.

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