
Cardeal Parolin preside elevação de Basílica no Kuwait e leva esperança aos migrantes
Um sinal de esperança no deserto: Vaticano eleva igreja a Basílica no Kuwait Em um gesto de grande significado para a comunidade católica na Península
Em um gesto de grande significado para a comunidade católica na Península Arábica, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, presidiu a solene celebração que elevou a igreja de Ahmadi, no Kuwait, à dignidade de Basílica Menor. O templo, agora sob o título de Basílica de Nossa Senhora da Arábia, torna-se um farol de fé e um refúgio espiritual para os milhares de fiéis, em sua maioria trabalhadores migrantes de diversas nacionalidades.
Durante a homilia, o Cardeal Parolin destacou a profunda simbologia do deserto, tão presente na geografia local e nas Sagradas Escrituras. Ele traçou um paralelo entre a aridez do deserto e as provações enfrentadas por aqueles que são forçados a deixar suas pátrias em busca de segurança e dignidade. "A nossa fé nos garante uma verdade consoladora: com Cristo, até o deserto mais árido pode transformar-se num jardim, num oásis, num lugar seguro para quem busca proteção", afirmou o purpurado.
As palavras do representante do Santo Padre ecoaram de forma especial na assembleia multicultural, composta por católicos de países como Filipinas, Índia e Líbano. A eles, o Cardeal Parolin dirigiu uma mensagem de reconhecimento e encorajamento: "Sois uma Igreja viva, uma Igreja de Pentecostes, um testemunho de que a fé em Cristo transcende fronteiras, culturas e línguas. Esta Basílica é a vossa casa, um farol de esperança e um porto seguro sob o manto de Nossa Senhora da Arábia".
A concessão do título de Basílica Menor é uma honraria outorgada diretamente pelo Romano Pontífice, que reconhece a importância histórica, pastoral e litúrgica de um templo. Este título estabelece um vínculo espiritual particular e direto com a Sé de Pedro, em Roma, simbolizando a unidade da Igreja universal e a proximidade do Papa com todas as comunidades de fé, mesmo as mais distantes geograficamente.
Com a nova dignidade, a Basílica de Nossa Senhora da Arábia passa a gozar de privilégios espirituais, como a possibilidade de conceder indulgência plenária aos fiéis em dias específicos. Além disso, tem o direito de usar as insígnias papais, como o ombrellino (um tipo de baldaquino) e o tintinnabulum (um pequeno sino processional), que visibilizam essa união com a Cátedra de Pedro.
A devoção a Nossa Senhora da Arábia, padroeira do Vicariato Apostólico da Arábia do Norte, é um pilar da fé católica na região. Aprovada pela Santa Sé em 2011, sua imagem canônica mostra a Virgem Maria coroada, segurando o Menino Jesus, que por sua vez sustenta o globo terrestre. Ela é a protetora dos fiéis, a estrela que guia os peregrinos em sua jornada de fé no deserto.
A presença de uma Basílica dedicada a Maria em um contexto de maioria islâmica é também um poderoso sinal de diálogo e respeito inter-religioso, uma vez que a figura de Maria (Maryam) é profundamente venerada no Alcorão. A nova Basílica se firma, portanto, não apenas como um centro de vida sacramental, mas como um testemunho da maternidade universal de Nossa Senhora, que acolhe todos os seus filhos e intercede por eles, especialmente por aqueles que vivem longe de suas famílias e de sua terra natal.

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