
Dom Mário Spaki Reflete sobre o Chamado e a Missão dos Apóstolos no Evangelho de Marcos
Nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, a Igreja Católica em todo o mundo voltou sua atenção para a profunda mensagem do Evangelho de Marcos
Nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, a Igreja Católica em todo o mundo voltou sua atenção para a profunda mensagem do Evangelho de Marcos (Mc 3,13-19). A passagem bíblica narra o momento basilar em que Jesus convoca os Doze Apóstolos, estabelecendo as bases de sua futura missão. Dom Mário Spaki, bispo da Diocese de Paranavaí, no Paraná, ofereceu uma esclarecedora meditação sobre este trecho fundamental, convidando os fiéis a uma renovada compreensão de sua própria vocação cristã e do inerente chamado à evangelização. A reflexão do prelado paranaense alinha-se às contínuas exortações do Santo Padre, o Papa Leão XIV, que, desde sua eleição em maio de 2025, tem sublinhado a urgência da sinodalidade e da ação evangelizadora em todas as esferas da Igreja.
O texto evangélico de Marcos inicia-se com Jesus subindo a um monte e chamando a si “os que ele quis”. Esta imagem do monte é profundamente simbólica na tradição bíblica. É no monte que Deus se manifesta a Moisés, entregando os Mandamentos; é onde Jesus proclama as Bem-aventuranças; e é o cenário de sua Transfiguração. A ascensão ao monte, portanto, sugere um momento de particular revelação e um encontro íntimo com o divino. A iniciativa de convocar não emana dos discípulos, mas sim de Jesus. Ele não seleciona os mais capazes, os mais eruditos ou os mais influentes sob uma ótica humana. Ele chama “os que ele quis”, revelando a gratuidade da graça divina. Esta escolha soberana de Cristo ecoa como um convite perene à humildade, lembrando-nos que nossa vocação não é um mérito adquirido, mas um dom de Deus, princípio este que fundamenta toda a doutrina e espiritualidade da Igreja.
Dom Mário Spaki, em sua análise, enfatizou a dupla finalidade do chamado dos Doze, como delineada por Marcos: “para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar”. A primazia é inconfundível: “ficar com ele”. Antes de qualquer ação externa ou missão, reside a comunhão, o discipulado íntimo e a convivência com o Mestre. Estar com Jesus implica aprender d’Ele, assimilar seus ensinamentos, partilhar de sua vida e, acima de tudo, amá-Lo. É nesse convívio profundo que os discípulos são moldados e preparados para o serviço. A missão, o “enviá-los a pregar”, emerge naturalmente dessa comunhão vital. A evangelização não se resume a uma tarefa a ser cumprida, mas ao transbordar de um coração que vive a experiência transformadora de Cristo. Esta verdade, central na teologia católica, recorda-nos que a eficácia de nossa ação apostólica está intrinsecamente ligada à profundidade de nossa relação pessoal com Jesus.
O Evangelho prossegue afirmando que Jesus os enviaria “com autoridade para expulsar demônios”. Esta autoridade não é um poder mundano, mas uma participação no próprio poder de Cristo sobre o mal. A missão apostólica, portanto, não se limita à pregação, mas abrange também o combate às forças que desfiguram a criação e aprisionam a humanidade. Esta dimensão da autoridade e do combate espiritual é crucial para a compreensão do ministério na Igreja. Os apóstolos, e por extensão seus sucessores e todos os batizados que participam da missão de Cristo, são chamados a confrontar as manifestações do mal em suas diversas formas: a injustiça social, a indiferença, a idolatria do poder e do dinheiro, o relativismo moral. Em um mundo contemporâneo marcado por desafios complexos e incertezas, a Igreja, sob a guia do Papa Leão XIV, reitera a necessidade de um discernimento apurado e de uma firmeza evangélica na defesa da verdade e da dignidade humana.
Marcos lista os nomes dos Doze: Simão (a quem Jesus conferiu o nome de Pedro), Tiago e João (filhos de Zebedeu, conhecidos como Boanerges, “filhos do trovão”), André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (filho de Alfeu), Tadeu, Simão (o Cananeu) e Judas Iscariotes. Esta lista não é um mero registro histórico; ela simboliza a fundação da nova comunidade de Israel, os doze patriarcas espirituais. A diversidade de personalidades e origens entre eles — pescadores, cobradores de impostos, zelotes — sublinha a universalidade do chamado de Jesus. Embora Judas viesse a trair o Mestre, sua inclusão na lista original de Marcos serve como um lembrete da liberdade humana e da tragédia do pecado, mas também da perseverança da graça de Deus, que continua a chamar e a formar sua Igreja mesmo em meio às fragilidades humanas. A sucessão apostólica, desde Pedro até o atual Papa Leão XIV, garante a continuidade desta missão e a fidelidade ao depósito da fé.
A reflexão de Dom Mário Spaki, fundamentada neste Evangelho, estende-se naturalmente à vocação de cada batizado. O chamado de Jesus aos Doze não é um evento isolado no passado, mas um paradigma para toda a Igreja. Cada um de nós, por meio do Batismo e da Crisma, é incorporado a Cristo e participa de seu múnus sacerdotal, profético e régio. Somos chamados, primeiramente, a “estar com Ele” através da oração, da escuta da Palavra, da participação nos sacramentos – especialmente a Eucaristia – e da vida comunitária. Desta comunhão, somos enviados a testemunhar o Evangelho em nosso cotidiano: na família, no trabalho, na sociedade. Nossa pregação pode não ser em grandes púlpitos, mas na coerência de vida, no serviço aos irmãos, na defesa dos valores cristãos e na caridade que se manifesta em ações concretas. Esta é a essência do “ser Igreja em saída”, como o Papa Francisco tão bem recordou e que o Papa Leão XIV, fiel a essa herança, continua a promover.
No contexto do tempo litúrgico ordinário, as leituras diárias convidam a um crescimento constante na fé e na prática da vida cristã. O Evangelho de 23 de janeiro, com sua ênfase no chamado e na missão, é um convite perene à renovação. A Igreja, como Corpo de Cristo, é chamada a ser cada vez mais fiel à sua identidade apostólica, vivendo em comunhão com o Senhor e irradiando Sua luz ao mundo. As palavras de Dom Mário Spaki servem como um farol para os fiéis da Diocese de Paranavaí e, por extensão, para toda a Igreja no Brasil e no mundo. Elas nos lembram que a missão evangelizadora é uma responsabilidade compartilhada, um compromisso de cada cristão, em união com os pastores e sob a orientação do Sumo Pontífice, que hoje é o Papa Leão XIV, sucessor de Pedro. Que o Espírito Santo nos ilumine para que, como os primeiros apóstolos, possamos responder com generosidade e coragem ao chamado do Senhor.

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