Igreja Missionária e Papa Leão XIV clamam pelo fim da guerra esquecida no Sudão

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06/jan/2026

Em um forte pronunciamento no início de janeiro de 2026, as principais publicações missionárias católicas de todo o mundo uniram suas vozes à do Papa Leão XIV em um apelo veemente pela paz. O foco principal da declaração é a trágica crise humanitária no Sudão, um conflito devastador que já forçou o deslocamento de 15 milhões de pessoas e que permanece, em grande parte, ignorado pela comunidade internacional.

Um grito contra o silêncio global

Longe de ser apenas um comunicado, o apelo dos diretores da imprensa missionária é um grito que nasce do contato direto com o sofrimento humano. Estes comunicadores são, frequentemente, a única voz para populações esquecidas, testemunhando a dramática realidade de milhões de vidas destroçadas pela violência. A situação no Sudão é descrita como catastrófica: famílias inteiras arrancadas de suas casas, vivendo em campos improvisados sem acesso a água potável, alimentos ou cuidados médicos básicos.

A escala do deslocamento interno, superando a população de muitas nações, revela a profundidade de uma tragédia que não pode ser relegada a uma nota de rodapé nos noticiários. As crianças são as vítimas mais vulneráveis, expostas à desnutrição, doenças e ao trauma indelével da guerra. O silêncio e a inação de grande parte do mundo diante deste cenário são o que os missionários se recusam a aceitar.

A lógica perversa do rearmamento

Ecoando as palavras do Santo Padre, que desde o início de seu pontificado denuncia a "globalização da indiferença", os responsáveis pela imprensa missionária apontam para a conexão direta entre o comércio de armas e a perpetuação de conflitos. A declaração questiona a hipocrisia de um sistema global que mobiliza recursos trilionários para o rearmamento, mas alega falta de verbas para combater a fome e prover ajuda humanitária essencial.

O Papa Leão XIV, eleito em maio de 2025, tem feito da paz um pilar de seu magistério, classificando a produção e o comércio de armamentos como uma "chaga vergonhosa" para a humanidade. Ele recorda insistentemente que cada recurso investido em um instrumento de morte é um recurso roubado da educação de uma criança, da saúde de um doente ou do pão de quem tem fome. O apoio dos missionários ao Papa reflete o reconhecimento de uma voz profética que clama em nome da consciência humana.

A luz da Epifania em meio às trevas

Este chamado por paz ressoa com força especial neste tempo litúrgico. No dia 6 de janeiro, a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o dia em que a luz de Cristo, o Príncipe da Paz, se manifestou a todas as nações. Os Magos buscaram um rei poderoso, mas encontraram um Menino indefeso, cujo Reino se funda no amor e no serviço, não no poder das armas. A estrela que os guiou simboliza a fé que deve orientar os cristãos através das trevas do mundo.

A crise no Sudão representa essa escuridão que se opõe à luz de Cristo. É a negação da fraternidade universal. O trabalho dos missionários no terreno é, portanto, uma "epifania" viva do amor de Deus, uma manifestação de que Ele não abandona seus filhos. O apelo convida todos os fiéis a se tornarem artesãos da paz, através da oração, da informação e da ação solidária, seguindo a estrela para levar esperança onde reina o desespero.

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