
Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 22 janeiro 2026
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O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, é conhecido por sua firme defesa da vida e da família. O que muitos não sabem é que essa convicção está enraizada em uma decisão dramática de seus pais, que permitiu que ele e muitos de seus irmãos viessem ao mundo. Em uma entrevista, Kast compartilhou a história que define sua trajetória pessoal e política.
Kast, o mais novo de dez irmãos, revelou um episódio crucial da história de sua família. “Quando minha mãe teve seu segundo filho, ela sofreu de eclampsia, uma complicação grave na gravidez, e os médicos levantaram a possibilidade de que ela não pudesse ter mais filhos”, relatou. Diante do risco de vida para sua esposa, seu pai tomou uma decisão baseada na fé: “Acredito que Deus não quer isso para nós”.
Essa escolha permitiu o nascimento de mais oito filhos, incluindo o próprio Kast. “Graças a essa decisão, eu estou aqui. Graças a essa decisão, conheci minha esposa. Graças a essa decisão, pudemos ter nove filhos”, refletiu ele, destacando como um único ato de confiança pode gerar um impacto por gerações. “É incrível como uma decisão pode afetar a vida de tantos”, completou.
Essa experiência familiar é o alicerce de sua atuação pública. Casado com María Pía Adriasola, Kast também formou uma família numerosa, com nove filhos, fruto da convicção de estarem “abertos à vida”. “Deus nos acompanhou nessa decisão, e hoje somos pais felizes de nove filhos. Não poderíamos imaginar a vida sem nenhum deles”, afirmou.
Sua carreira política, segundo ele, sempre foi pautada pela clareza de seus princípios. “Nunca enganei as pessoas, nunca falsifiquei minha posição”, disse, explicando que sua permanência na vida pública foi uma decisão familiar, baseada na premissa de que “quem tem uma missão, deve cumpri-la”.
Kast analisa o cenário sociopolítico chileno com preocupação, apontando que “a ideologia de esquerda vem ganhando cada vez mais influência nos governos, promovendo leis que vão contra a vida e contra a família constituída por um homem e uma mulher”. Ele argumenta que a defesa da vida começa na concepção, utilizando fundamentos científicos e da natureza humana, não apenas religiosos. “Geralmente, não uso argumentos religiosos para defender a posição pró-vida, porque há amplas evidências da natureza do ser humano, da ciência, e do fato de que a vida começa na concepção”, declarou.
Por suas posições, Kast relatou ter enfrentado violência e intolerância. “No início, era principalmente violência verbal por parte daqueles que pensavam diferente”, recordou. Com o tempo, a hostilidade escalou para agressões físicas. “Você sempre sente medo, mas nunca tive a intenção de recuar”.
Ele lamenta que muitos jovens que cometem esses atos de agressão sejam “instrumentos nas mãos de um ideólogo”. Por isso, afirma não sentir ressentimento: “Sinto frustração por não poder estar com essas pessoas individualmente para explicar a alegria que se sente ao se doar para salvar o outro”.
Kast acredita que a sociedade vive uma “luta entre o bem e o mal”, onde uma espécie de “totalitarismo ideológico” tenta se impor. No entanto, ele se mantém otimista. “A ideologia nunca poderá superar a natureza do ser humano, que busca a liberdade, a transcendência, a preservação da vida e o amor entre as pessoas”, afirmou. Para ele, a força da convicção é mais poderosa que os recursos financeiros.
Ele finaliza com uma mensagem de esperança, depositando sua confiança nos jovens. “Assim como a esquerda radical, através de sua ideologia, muitas vezes captura os corações e mentes dos jovens, nós, sem tentar controlá-los, mas apelando à sua liberdade, temos a certeza de que eles serão a força da mudança. Porque essas sociedades individualistas levam à solidão”, concluiu, expressando sua convicção de que serão os jovens a reverter o cenário atual.

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