Confira a liturgia diária de 4 de outubro de 2026, com a Palavra de Deus, o Evangelho do dia e uma breve reflexão para oração pessoal.
Tema do dia: A vinha confiada por Deus deve dar frutos de gratidão e justiça.
Leitura do Livro do Profeta Isaías — Is 5,1-7
Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens.
Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz?
Eu contava com uvas de verdade, mas, por que produziu ela uvas selvagens? Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada.
Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela.
Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça — e eis injustiça; esperava obras de bondade — e eis iniquidade.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses — Fl 4,6-9
Irmãos: Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor.
Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim o Deus da paz estará convosco.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus — Mt 21,33-43
Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro.
Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.
“O Reino de Deus será entregue a um povo que produzirá frutos.”
A imagem da vinha atravessa as leituras de hoje. Deus planta, cerca, cuida e espera frutos. A vinha não é apenas um campo distante: é a vida que recebemos, a fé que nos foi confiada, a família, a comunidade, o tempo, os dons e as oportunidades de amar.
Isaías mostra a dor de Deus diante de uma vinha que recebeu todos os cuidados, mas produziu frutos ruins. No Evangelho, Jesus aprofunda essa denúncia: os vinhateiros querem tomar posse do que não lhes pertence. Esquecem que são administradores, não donos. Quando a gratidão desaparece, cresce a dureza do coração.
São Paulo, na segunda leitura, aponta o caminho contrário: apresentar tudo a Deus com oração, súplica e ação de graças, ocupar o coração com o que é verdadeiro, justo, puro e digno de louvor. Quem vive assim aprende a devolver a Deus os frutos do Reino: justiça, bondade, paz, fidelidade e caridade concreta.
O Senhor não nos pede frutos para nos explorar, mas para que a nossa vida não se torne estéril. Tudo o que recebemos vem da graça. Por isso, a pergunta para hoje é simples e séria: que frutos a minha vida está oferecendo a Deus?
Escolha uma atitude concreta de gratidão e justiça: agradeça a Deus por um dom recebido e transforme esse agradecimento em uma obra de bondade, reconciliação ou serviço a alguém que precisa.
Senhor Deus, agricultor fiel da minha vida, reconheço que tudo o que sou e tenho vem do vosso amor. Perdoai-me quando ajo como dono da vinha e esqueço que sou apenas administrador dos vossos dons. Dai-me um coração agradecido, justo e obediente, capaz de produzir frutos de caridade, paz e fidelidade. Que eu acolha o vosso Filho, pedra angular da minha salvação, e viva hoje como discípulo do Reino. Amém.
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Fonte da liturgia: Vatican News.