Liturgia Diária — 5 de outubro de 2026: Vai e faze a mesma coisa

Na liturgia de hoje, Jesus nos ensina que o amor a Deus se torna verdadeiro quando se transforma em misericórdia concreta para com o próximo ferido.

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04/out/2026

Confira a liturgia diária de 5 de outubro de 2026, com a Palavra de Deus, o Evangelho do dia e uma breve reflexão para oração pessoal.

Rezemos com a Igreja: a Palavra de hoje nos chama a reconhecer o próximo ferido e a responder com misericórdia concreta, sem adiar o bem que podemos fazer.

Primeira Leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas — Gl 1,6-12

Irmãos, admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo.

Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. Como já dissemos e agora repito: se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado.

Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo.

Irmãos, asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas — Lc 10,25-37

Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”

Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?”

Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”

Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.

Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”

Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto.

Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.

Mas um samaritano que estava viajando chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.

No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’.

E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”

Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”.

Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

Palavra para guardar

“Vai e faze a mesma coisa”.

Meditação breve

A Palavra de Deus hoje nos coloca diante de uma verdade simples e exigente: o Evangelho de Cristo não pode ser trocado por critérios humanos, nem reduzido a belas ideias. São Paulo recorda aos Gálatas que existe um só Evangelho: aquele recebido de Jesus Cristo. E esse Evangelho se manifesta, no cotidiano, como amor fiel a Deus e misericórdia concreta para com o próximo.

No Evangelho, o mestre da Lei sabe responder corretamente: é preciso amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Mas Jesus mostra que não basta saber a resposta certa. A vida eterna não é buscada apenas com palavras bem formuladas, mas com um coração que se deixa tocar pela dor do outro.

O sacerdote e o levita veem o homem ferido, mas passam adiante. O samaritano também o vê, porém não se protege na indiferença: ele se aproxima, sente compaixão, toca as feridas, oferece cuidado, tempo e recursos. A misericórdia, no ensinamento de Jesus, não é sentimento distante; é decisão de interromper o próprio caminho para socorrer quem precisa.

Assim, a pergunta muda. Não se trata apenas de saber “quem é o meu próximo?”, mas de perguntar: “de quem eu posso me tornar próximo hoje?”. O discípulo de Cristo é chamado a reconhecer, nas pessoas feridas da estrada da vida, um apelo de Deus. Amar o Senhor de todo o coração passa também por não desviar o olhar de quem sofre.

Propósito do dia

Hoje, procure fazer um gesto concreto de misericórdia: visitar, escutar, ajudar, perdoar, socorrer ou oferecer tempo a alguém que esteja ferido no corpo, na alma ou na esperança. Não passe adiante pelo outro lado.

Oração final

Senhor Jesus, Bom Samaritano da humanidade, tantas vezes paraste no caminho para cuidar de mim. Cura meu coração da pressa, da indiferença e do medo de me aproximar de quem sofre. Ensina-me a amar a Deus com todo o meu ser e a reconhecer meu próximo nas pessoas feridas que encontro. Que minha fé não fique apenas nas palavras, mas se torne compaixão, serviço e misericórdia concreta. Amém.

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Fonte da liturgia: Vatican News.

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