Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 06 fevereiro 2026

Liturgia diária
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05/fev/2026

Evangelho e palavra do dia 06 fevereiro 2026


Liturgia Diária - Evangelho e palavra do dia 05 de fevereiro de 2026.

Leitura do Livro do Eclesiástico 

47,2-13 (gr. 2-11)

Como a gordura, que se separa do sacrifício pacífico,
assim também sobressai Davi, entre os israelitas.

Brincou com leões como se fossem cabritos
e com ursos, como se fossem cordeiros.

Não foi ele que, ainda jovem, matou o gigante
e retirou do seu povo a desonra?

Ao levantar a mão com a pedra na funda,
ele abateu o orgulho de Golias.

Pois invocou o Senhor, o Altíssimo,
e este deu força ao seu braço direito
e ele acabou com um poderoso guerreiro
e reergueu o poder do seu povo.

Assim foi que o glorificaram por dez mil
e o louvaram pelas bênçãos do Senhor,
oferecendo-lhe uma coroa de glória.

Pois esmagou os inimigos por toda a parte,
e os aniquilou os Filisteus, seus adversários,
abatendo até hoje o seu poder.

Em todas as suas obras dava graças
ao Santo Altíssimo, com palavras de louvor:

de todo o coração louvava o Senhor,
mostrando que amava a Deus, seu Criador.

Diante do altar colocou cantores,
que deviam acompanhar suavemente as melodias.

Deu grande esplendor às festas
e ordenou com perfeição as solenidades
até o fim do ano:
fez com que louvassem o santo Nome do Senhor,
enchendo o santuário de harmonia desde a aurora.

O Senhor lhe perdoou os seus pecados,
e exaltou para sempre o seu poder;
concedeu-lhe a aliança real
e um trono glorioso em Israel.

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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

6,14-29

Naquele tempo,

o rei Herodes ouviu falar de Jesus,
cujo nome se tinha tornado muito conhecido.
Alguns diziam:
"João Batista ressuscitou dos mortos.
Por isso os poderes agem nesse homem".

Outros diziam: 

"É Elias".
Outros ainda diziam:
"É um profeta como um dos profetas".

Ouvindo isto, Herodes disse:
"Ele é João Batista.
Eu mandei cortar a cabeça dele,
mas ele ressuscitou!"

Herodes tinha mandado prender João,
e colocá-lo acorrentado na prisão.
Fez isso por causa de Herodíades,
mulher do seu irmão Filipe,
com quem se tinha casado.

João dizia a Herodes:
"Não te é permitido
ficar com a mulher do teu irmão".

Por isso Herodíades o odiava
e queria matá-lo, mas não podia.

Com efeito, Herodes tinha medo de João,
pois sabia que ele era justo e santo,
e por isso o protegia.
Gostava de ouvi-lo,
embora ficasse embaraçado quando o escutava.

Finalmente, chegou o dia oportuno.

Era o aniversário de Herodes,
e ele fez um grande banquete
para os grandes da corte,
os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia.

A filha de Herodíades entrou e dançou,
agradando a Herodes e seus convidados.

Então o rei disse à moça:
"Pede-me o que quiseres e eu to darei".

E lhe jurou dizendo:
"Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino".

Ela saiu e perguntou à mãe:
"O que vou pedir?"
A mãe respondeu:
"A cabeça de João Batista".

E, voltando depressa para junto do rei, pediu:
"Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista".

O rei ficou muito triste,
mas não pôde recusar.
Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.

Imediatamente, o rei mandou
que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão,

trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.
Ela a entregou à sua mãe.

Ao saberem disso, 

os discípulos de João foram lá,
levaram o cadáver e o sepultaram.

Comentário

O martírio de São João Batista recorda-nos, também a nós cristãos deste nosso tempo, que não se pode ceder a compromissos com o amor a Cristo, à sua Palavra e à Verdade. A Verdade é Verdade, não existem compromissos.

A vida cristã exige, por assim dizer, o «martírio» da fidelidade cotidiana ao Evangelho, ou seja, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós e que seja Cristo quem orienta o nosso pensamento e as nossas ações. Mas isto só se verifica na nossa vida se a nossa relação com Deus for sólida.

A oração não é tempo perdido, não é roubar espaço às atividades, inclusive às obras apostólicas, mas é precisamente o contrário: se formos capazes de ter uma vida de oração fiel, constante e confiante, o próprio Deus dar-nos-á a capacidade e a força para viver de modo feliz e tranquilo, para superar as dificuldades e testemunhá-lo com coragem.

São João Batista interceda por nós, a fim de sabermos conservar sempre o primado de Deus na nossa vida. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 29 de agosto de 2012)

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