
Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 14 maio 2026
Evangelho e palavra do dia 14 maio 2026 Liturgia Diária – Evangelho e palavra do dia 14(dia) 05(mês) 2026(ano). Primeira Leitura Leitura dos Atos dos
Leitura dos Atos dos Apóstolos
No meu primeiro livro, ó Teófilo,
já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou,
desde o começo,
até ao dia em que foi levado para o céu,
depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo,
aos apóstolos que tinha escolhido.
Foi a eles que Jesus se mostrou vivo
depois da sua paixão, com numerosas provas.
Durante quarenta dias, apareceu-lhes
falando do Reino de Deus.
Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem:
"Não vos afasteis de Jerusalém,
mas esperai a realização da promessa do Pai,
da qual vós me ouvistes falar:
'João batizou com água;
vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo,
dentro de poucos dias'".
Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus:
"Senhor, é agora que vais restaurar
o Reino em Israel?"
Jesus respondeu:
"Não vos cabe saber os tempos e os momentos
que o Pai determinou com a sua própria autoridade.
Mas recebereis o poder do Espírito Santo
que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas
em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria,
e até os confins da terra".
Depois de dizer isso,
Jesus foi levado ao céu, à vista deles.
Uma nuvem o encobriu,
de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo.
Os apóstolos continuavam olhando para o céu,
enquanto Jesus subia.
Apareceram então dois homens vestidos de branco,
que lhes disseram:
"Homens da Galileia,
por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?
Esse Jesus que vos foi levado para o céu,
virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu".
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Segunda Leitura
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios
1,17-23
Irmãos:
O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo,
o Pai a quem pertence a glória,
vos dê um espírito de sabedoria
que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.
Que ele abra o vosso coração à sua luz,
para que saibais
qual a esperança que o seu chamamento vos dá,
qual a riqueza da glória
que está na vossa herança com os santos,
e que imenso poder ele exerceu
em favor de nós que cremos,
de acordo com a sua ação e força onipotente.
Ele manifestou sua força em Cristo,
quando o ressuscitou dos mortos
e o fez sentar-se à sua direita nos céus,
bem acima de toda a autoridade, poder, potência,
soberania ou qualquer título que se possa mencionar
não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.
Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele,
que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja,
que é o seu corpo,
a plenitude daquele que possui a plenitude universal.
28,16-20
Naquele tempo,
Os onze discípulos foram para a Galileia,
ao monte que Jesus lhes tinha indicado.
Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele.
Ainda assim alguns duvidaram.
Então Jesus aproximou-se e falou:
"Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.
Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos,
batizando-os em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo,
e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!
Eis que eu estarei convosco todos os dias,
até ao fim do mundo".
Com a Ascensão aconteceu uma coisa nova e bela: Jesus levou a nossa humanidade, a nossa carne para o céu – pela primeira vez! – ou seja, levou-a a Deus. Aquela humanidade, que ele assumira na terra, não ficou aqui.
Jesus ressuscitado não era um espírito, não, tinha o seu corpo humano, a carne, os ossos, tudo, ali, com Deus, estará para sempre.
Pela Ascensão, o próprio Deus, por quanto nos ama, tem em si a nossa própria carne, a nossa humanidade. Pois o nosso lugar está indicado, o nosso destino está ali.
O que está a fazer Jesus no céu? Ele representa-nos perante o Pai, mostra-lhe continuamente a nossa humanidade, mostra-lhe as feridas. Gosto de pensar que Jesus, diante do Pai, mostrando-lhe as chagas, reza assim: «Eis o que sofri pelos homens: faz alguma coisa!».
Ele não nos deixou sozinhos. De fato, antes de ascender, disse-nos, como relata o Evangelho de hoje: «Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20). (Papa Francisco, Regina Caeli, 21 de maio de 2023)
A Ascensão não é um afastamento: é a entrada definitiva da nossa humanidade junto de Deus. O Senhor vai ao Pai levando a nossa carne, garantindo que o destino humano não é o esquecimento, mas a comunhão.
Quando Jesus sobe ao céu, permanece atuante: continua a interceder por nós, mostrando as feridas e fazendo chegar ao Pai o "preço" da redenção. Por isso, a fé cristã não se sustenta em ausência, mas em presença.
O Evangelho conclui com uma promessa: “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. A missão, assim, ganha força: ide, fazei discípulos e ensinai a observar tudo o que Ele ordenou.
Que a vida e a liturgia reforcem essa certeza: Formação: Santa Missa e as raízes judaicas da Eucaristia.
Essa liturgia diária é oferecida por Vatican News (https://www.vaticannews.va/pt/palavra-do-dia.html)
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