Evangelho e palavra do dia 31 agosto 2025
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Na antevéspera do Dia da Região Autónoma, que coincide com a segunda-feira do Espírito Santo, o prelado da Diocese de Angra abordou a importância da atuação da Igreja na sociedade açoriana.
A celebração do Espírito Santo, que ocorre na segunda-feira de Pentecostes, possui profundas raízes culturais e religiosas nos Açores, moldando a identidade da população. Esta devoção constitui um pilar na vida social, religiosa e até política da região. O Bispo D. Armando Esteves Domingues destacou a força comunitária destas festas, onde a partilha, a solidariedade e a caridade se manifestam de forma espontânea e inclusiva, sem distinções sociais, como nas tradicionais sopas do Espírito Santo, que reúnem centenas ou milhares de pessoas gratuitamente. Embora a relação entre esta expressão popular e a hierarquia eclesiástica nem sempre tenha sido fácil ao longo da história, atualmente existe uma grande harmonia e colaboração.
Esta forte ligação identitária acompanha os açorianos que migram, que levam consigo as tradições e as replicam nas comunidades da diáspora, nomeadamente nos Estados Unidos e Canadá. Regressar aos Açores é, para eles, regressar a casa, mantendo viva esta simbiose entre fé, cultura, solidariedade e partilha.
Questionado sobre as preocupações da comunidade açoriana nos Estados Unidos face a eventuais políticas de deportação, o bispo reconheceu que alguns vivem receosos, embora o regresso por essa razão ainda não seja numericamente relevante. Sobre a base das Lajes, na Terceira, o prelado referiu que a sua redução drástica já teve o seu maior impacto no passado, e a presença americana atual é tão reduzida que não constitui uma preocupação premente para a ilha.
Fazendo um balanço dos seus mais de dois anos como bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues afirmou estar aprofundar o conhecimento da diocese e do seu povo, com quem diz sofrer e caminhar. Destacou que já visitou a maior parte das ilhas, conhecendo as características das comunidades e do clero. Após esta fase de conhecimento, a diocese avança para a definição de projetos, com um grande plano até 2034, ano do 500º aniversário da diocese. Um dos focos é envolver todo o povo de Deus, praticantes ou não, ouvindo a todos e evangelizando através da saída ao encontro.
O bispo sublinhou que a dimensão solidária, tão evidente nas festas do Espírito Santo, precisa de ser incorporada no dia-a-dia das comunidades. Confirmou que os Açores enfrentam desafios significativos de pobreza: mais de 28% da população em risco e 8% em privação material severa, com rendimento médio inferior à média nacional. Embora as medidas governamentais e as instituições sociais (IPSS) ajudem, há muito por fazer, com bolsas de pobreza nas ilhas, especialmente em São Miguel e na Terceira.
Além das dificuldades estruturais, surgem novas realidades dramáticas como o aumento de pessoas sem-abrigo e, de forma preocupante, a proliferação de substâncias que criam dependência, as chamadas drogas sintéticas, que têm afastado muitos jovens das escolas e os levado à marginalidade e à prisão. Estes problemas são por vezes exacerbados pela condição insular.
O papel da Igreja Católica tem sido estar próxima das pessoas, atuando através de grupos e serviços como a Cáritas e os Vicentinos. Contudo, D. Armando Esteves Domingues realçou a necessidade de uma nova abordagem: que todas as comunidades estejam atentas às novas formas de pobreza, com estruturas permanentes e voluntários mais capacitados. Para o bispo, é fundamental envolver diferentes saberes, incluindo assistência social, psicologia e até o setor empresarial.
D. Armando Esteves Domingues foi enfático ao afirmar que «É na área social que mais se pode ser Igreja evangelizadora».
A reflexão atual da Igreja visa ir além do assistencialismo, procurando que as pessoas se tornem protagonistas do seu próprio desenvolvimento, combatendo a ideia de que é possível viver sem trabalhar e a dependência de subsídios. Este é um grande desafio, que a diocese se propõe a enfrentar, procurando incluir todos na resposta.
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