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2 de abr de 2025 às 15:38
O Dicastério para as Causas dos Santos autorizou o processo de beatificação da madre Agathe Verhelle (1786–1838), fundadora do Instituto das Religiosas da Instrução Cristã (RIC), tornando-a serva de Deus. O próximo passo será a instalação do Tribunal para a causa na arquidiocese de Olinda e Recife (PE), devido à presença significativa das religiosas na região.
A madre Agathe Verhelle nasceu em 1786, na Bélgica. Fundou o Instituto das Religiosas da Instrução Cristã em 1823 para formar jovens para a vida e para a fé. Ela morreu em 1º de dezembro de 1838, em Gante, Bélgica, aos 52 anos. O carisma das religiosas é “Consagrar-nos a Deus e sacrificar-nos inteiramente a serviço da juventude, em toda parte, onde possamos cooperar na propagação da Glória de Deus”.
As Religiosas da Instrução Cristã chegaram ao Brasil em 1896 e se instalaram em Olinda (PE). No ano seguinte fundaram o Colégio Damas na cidade, mas logo depois a instalação foi transferida para Recife. As religiosas atuam na educação, na evangelização e no trabalho social em cinco cidades do estado de Pernambuco: Recife, Vitória de Santo Antão, Garanhuns, Nazaré da Mata e Pesqueira. Também estão nos estados do Ceará, Alagoas, Paraíba, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Bahia.
Segundo a assessoria de imprensa da congregação, embora ainda haja religiosas em cinco cidades da Bélgica e na Inglaterra, “não temos novas vocações na Europa há muito tempo. Só irmãs idosas, as que não são idosas, são do Brasil e da África”. Sem ter alguém capaz de conduzir o processo no país natal da madre Agathe, a provincial pediu ao bispo local a permissão para a abertura do processo no Brasil, onde a presença da congregação é significativa.
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson contou que depois disso, “a irmã Eulalia Maria, superiora das religiosas da Instrução Cristã me pediu que solicitasse ao Dicastério para as Causas dos Santos o nihil obstat, que significa nada impede, de abrir o processo de beatificação e canonização” da madre Agathe.
“Com a graça de Deus recebemos a resposta” do dicastério “comunicando que nada impede que o processo de canonização, beatificação da madre Agathe seja aberto”, continuou dom Paulo. “Com muita alegria comunicamos que a partir da arquidiocese de Olinda e Recife mais um processo de beatificação será aberto”, disse o arcebispo dom Paulo Jackson.
A madre Agathe não é a primeira religiosa da Instrução Cristã com processo de beatificação aberto na arquidiocese de Olinda e Recife. Desde março passado a arquidiocese também conduz o processo da serva de Deus brasileira irmã Adélia Carvalho (1922 – 2013), religiosa da instrução cristã e uma das videntes de Nossa Senhora em Cimbres (PE). A fase diocesana terminou em 13 de outubro passado e toda a documentação foi enviada a Roma.
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“Apesar de não ser tão conhecida entre nós” a madre Agathe é “uma mulher cheia de virtudes”, disse dom Paulo. Ela é “muito conhecida daqueles que fazem parte da família DAMAS, alunos, ex-alunos, professores, religiosas”.
“A piedade, a devoção a um santo não se inventam do nada, é preciso que haja uma base sólida de virtudes; virtudes teologais, fé, esperança e caridade; e de virtudes cardeais, temperança, justiça. Também virtudes sociais”, continuou o arcebispo
“A partir destas virtudes, do modelo de santidade, do modelo de intercessão, serviço que a madre Agathe é para todos nós a partir daí se desenvolve um afeto, uma piedade e a partir daí reconhecemos que ela diante de Deus pode interceder por toda a humanidade”, disse dom Paulo.
Para ele, a abertura do processo é importante pois “o mundo precisa de exemplos de santidade, exemplos de bondade, exemplos de altruísmo, exemplos de pessoas completamente entregues a Deus e ao próximo, assim é madre Agathe”, concluiu.
A arquidiocese de Olinda e Recife disse que anunciará em breve a data para a abertura oficial e instalação do Tribunal para a causa.
A arquidiocese também conduz os processos de beatificação dos servos de Deus dom Vital de Oliveira (1844-1878), dom Hélder Câmara (1909-1999) e do venerável frei Damião de Bozzano (1898-1997).