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2 de abr de 2025 às 14:21
O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, disse hoje (2) que toda a vida e missão de são João Paulo II “se desenrolou em total e contínua transparência aos olhos de Deus”.
“Aqueles que estão conscientes de que vivem sob o olhar de Deus não têm nada a esconder e não têm medo do olhar dos homens”, disse o cardeal Parolin na missa que celebrou na basílica de São Pedro no vigésimo aniversário da morte de são João Paulo II. “Aí está certamente um dos fundamentos da extraordinária coragem de João Paulo II e de seu constante testemunho de fé”.
Em sua homilia, dom Parolin disse: “Esta celebração eucarística ocorre no caminho quaresmal. É uma festa de gratidão e alegria, porque nos reúne na abençoada memória da morte de um santo, João Paulo II, de seu Dies Natalis, a passagem para a plenitude da vida”.
“A maioria de nós se lembra muito bem daqueles dias há vinte anos. Lembramos a Via-Sacra na Sexta-Feira Santa no Coliseu, com a oração da multidão acompanhada pela imagem do papa na sua capela”, disse o cardeal. “Lembramos sua aparição na janela da praça de São Pedro para uma bênção de Páscoa sem palavras. Por fim, lembremos, junto com toda a Igreja e grande parte da humanidade, a antecipação do encontro do nosso amado papa com o Senhor, que aconteceu à noite, véspera do Domingo da Misericórdia”.
O secretário de Estado da Santa Sé falou também sobre o atentado que o papa sofreu em 1981 na praça de São Pedro. “O santo pontífice lembrou o dia do atentado na praça de São Pedro com essas palavras: A Providência divina salvou-me milagrosamente da morte. Ele, que é o único Senhor da vida e da morte, prolongou esta vida para mim. De certa forma, Ele me a deu novamente. Este momento pertence ainda mais a Ele. Espero que Ele me ajude a reconhecer até onde devo continuar este serviço, para o qual Ele me chamou. Peço a Ele que me chame quando quiser. Na vida e na morte pertencemos ao Senhor, pertencemos ao Senhor”.
Em sua eleição em 1978, o cardeal primaz da Polônia, Stefan Wyszyński, disse-lhe: Sua missão será introduzir a Igreja no terceiro milênio.
“Isso o ajudou a compreender a grande missão histórica e eclesial que lhe foi confiada e à qual se comprometeu com todo o coração, alma e força, nos 26 anos de seu imenso pontificado, indo aos confins do planeta, peregrino incansável para levar o Evangelho até os confins da terra”, disse dom Parolin.
O Jubileu do Ano 2000 foi um grande momento culminante de seu ministério e marcou o início do novo milênio com um forte apelo à esperança.
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“Não podemos esquecer aquela grande passagem da porta santa no ano 2000, nem o convite do santo papa, no fim do Grande Jubileu, para que a barca da Igreja partisse de novo com confiança no terceiro milênio. Ele repetiu para nós as palavras de Jesus a Simão Pedro: Duc in altum (Vão para águas mais profundas)”, disse o cardeal.
O secretário de Estado da Santa Sé disse também que seu sucessor, o papa Francisco, está agora liderando a Igreja através do Jubileu da Esperança.
“Nós nos vemos como uma Igreja em saída, navegando em águas turbulentas, mas ainda peregrinos de esperança, guiados pelo sucessor de Pedro e assistidos pelo Espírito Santo”, enfatizou o cardeal Parolin.
Um legado de fé e coragem
Em sua homilia, o secretário de Estado da Santa Sé disse que são João Paulo II trabalhou incansavelmente pela unidade da Igreja e pela paz no mundo.
“Lembramos seu serviço incansável à paz, suas advertências apaixonadas e suas iniciativas diplomáticas para evitar conflitos. Apesar da deterioração de suas forças físicas, ele nunca deixou de levantar a voz em favor da justiça e da dignidade humana”, disse o cardeal Parolin, que também destacou como o papa polonês dirigiu sua mensagem não só aos católicos, mas a toda a humanidade, chamando o mundo a se abrir a Cristo.
“Não podemos esquecer sua primeira e inesquecível homilia como Papa: ‘Não tenham medo! Abram as portas a Cristo!’ “, disse o cardeal Parolin, que os convidou a seguir o exemplo do papa polonês e a confiar na misericórdia de Deus.
“O testemunho dos santos ainda é forte e vivo. Eles nos guiam com seu exemplo e nos ajudam a acolher com fé e ousadia os desafios do nosso tempo”, concluiu o cardeal.