O papa Francisco apareceu no balcão central da basílica de São Pedro para dar a bênção apostólica Urbi et Orbi à multidão de peregrinos que lotou a praça vaticana e seus arredores hoje (20), Domingo de Páscoa.
“Queridos irmãos e irmãs, Feliz Páscoa”, disse o papa, acompanhado por seu enfermeiro pessoal, Massimiliano Strappetti.
O papa, de 88 anos, que apareceu em uma cadeira de rodas e sem cânulas, desejou uma feliz Páscoa a todos os presentes e anunciou, com a voz visivelmente cansada, que seria o mestre de cerimônias pontifício, monsenhor Diego Ravelli, que leria a mensagem de Páscoa dirigida a toda a Igreja Católica e ao mundo inteiro em seu nome.
"Que o princípio da humanidade nunca deixe de ser o eixo do nosso agir cotidiano. Perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade", disse o papa, que continuará a convalescença de uma pneumonia bilateral até pelo menos o final de maio, segundo as prescrições de seus médicos.
Quando ele apareceu, houve júbilo entre as 35 mil pessoas presentes na Praça de São Pedro.
Mais de 35 mil pessoas na Praça de São Pedro. Daniel Ibañez/ EWTN News
"Quanta vontade de morte vemos todos os dias nos muitos conflitos que afetam diferentes partes do mundo. Quanta violência vemos com frequência também nas famílias, dirigida contra as mulheres ou as crianças. Quanto desprezo se sente por vezes em relação aos mais fracos, marginalizados e migrantes", lamentou na mensagem.
E acrescentou: " Neste dia, gostaria que voltássemos a ter esperança e confiança nos outros – mesmo naqueles que não são próximos a nós ou que vêm de terras distantes, com costumes, estilos de vida, ideias e hábitos diferentes daqueles com os quais estamos mais familiarizados – pois somos todos filhos de Deus. Gostaria que voltássemos a ter esperança de que a paz é possível".
O Papa Francisco proferiu a bênção apostólica, mas não pôde ler a mensagem de Páscoa. Daniel Ibañez/EWTN News
Não ceder à lógica do medo que isola
Francisco pediu especificamente aos líderes políticos que “não cedam à lógica do medo que isola, mas usem os recursos disponíveis para ajudar os necessitados, combater a fome e promover iniciativas que favoreçam o desenvolvimento”.
"Estas são as 'armas" da paz: aquelas que constroem o futuro, em vez de espalhar morte. Que o princípio da humanidade nunca deixe de ser o eixo do nosso agir quotidiano. Perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade ", enfatizou.
Ele lançou um apelo urgente à paz e à fraternidade e percorreu os principais focos de conflito armado, lembrando “todas as vítimas, cujas lágrimas foram recolhidas” por Cristo.
O papa Francisco reapareceu na basílica de São Pedro sem suas cânulas nasais. Daniel Ibañez/ EWTN News
"Que a luz da paz se irradie sobre toda a Terra Santa"
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O papa lembrou a comemoração conjunta da Páscoa católica e ortodoxa deste ano na Igreja do Santo Sepulcro e pediu que “a luz da paz se espalhe pela Terra Santa e pelo mundo inteiro”. Referindo-se ao conflito entre israelense e palestino, o papa disse: “Sinto-me próximo do sofrimento dos cristãos na Palestina e em Israel, bem como de todo o povo israelense e de todo o povo palestino”.
Ele continuou a denunciar o “crescente clima de antissemitismo” e pediu o fim imediato das hostilidades em Gaza.
O papa pediu às partes em conflito que “cesse o fogo, que se libertem os reféns e se preste ajuda ao povo, que está faminto e anseia por um futuro de paz”.
Francisco pediu orações pelas comunidades cristãs no Líbano e na Síria “que anseiam por estabilidade e participação no destino de suas respectivas nações”.
Iêmen e Ucrânia
O papa também dirigiu em sua mensagem de Páscoa uma saudação especial ao povo do Iêmen, “que está passando por uma das piores crises humanitárias ‘prolongadas’ do mundo por causa da guerra”, e convidou a comunidade internacional a buscar soluções por meio de um “diálogo construtivo”.
Como costuma fazer em todos os seus compromissos públicos, o papa reivindicou o dom da paz para “a martirizada Ucrânia” e pediu a todos os “atores envolvidos que continuem seus esforços para alcançar uma paz justa e duradoura”.
Acordo final de paz entre a Armênia e Azerbaijão
O papa também expressou sua esperança de que “um acordo final de paz entre a Armênia e o Azerbaijão seja assinado e implementado em breve, levando à tão esperada reconciliação na região” e pediu para “evitar comportamentos perigosos e desestabilizadores” nos Bálcãs Ocidentais.
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Em sua visão geográfica do continente africano, o papa Francisco desejou que “o Cristo Ressuscitado, nossa esperança, conceda paz e consolo aos povos africanos vítimas de agressões e conflitos, especialmente na República Democrática do Congo, no Sudão e no Sudão do Sul” e apoiou os que sofrem no “Sahel, no Chifre da África e na Região dos Grandes Lagos”.
Mianmar, "atormentada há anos por conflitos armados"
Ao mencionar a Ásia, pediu que não se esqueça de Mianmar, que sofreu um terremoto catastrófico de magnitude 7,7 em 28 de março, que matou mais de 3,6 mil pessoas, embora o número de vítimas possa continuar a aumentar. “Neste momento, que não falte nossa ajuda ao povo birmanês, atormentado há anos pelo conflito armado, que está enfrentando com bravura e paciência as consequências do terremoto devastador em Sagaing”, disse ele.
Por fim, pediu que, neste Ano Jubilar, a Páscoa também seja uma oportunidade para libertar prisioneiros de guerra e prisioneiros políticos. "Queridos irmãos e irmãs, na Páscoa, a morte e a vida enfrentaram-se num admirável combate, mas agora o Senhor vive para sempre e nos dá a certeza de que também somos chamados a participar da vida que não conhece o crepúsculo, onde o tilintar das armas e os ecos da morte não serão mais ouvidos. Confiemo-nos a ele, porque somente ele pode fazer novas todas as coisas. Feliz Páscoa a todos", concluiu.
O papa Francisco percorreu a Praça de São Pedro em um papa móvel. Daniel Ibañez/ EWTN News
Depois, o papa Francisco percorreu a Praça de São Pedro por alguns minutos para saudar e abençoar os fiéis presentes.
Victoria Cardiel é jornalista especializada em temas de informação social e religiosa. Desde 2013, ela cobre o Vaticano para vários veículos, como a agência de noticias espanhola Europa Press, e o semanário Alfa y Omega, da arquidiocese de Madri (Espanha).
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