
O Papa: que o horror do genocídio não se abata mais sobre nenhum povo
Papa Leão XIV: O Horror do Genocídio Nunca Mais! Na última quarta-feira, 27 de janeiro de 2026, em uma Audiência Geral profundamente marcante realizada na
Na última quarta-feira, 27 de janeiro de 2026, em uma Audiência Geral profundamente marcante realizada na Sala Paulo VI, o Papa Leão XIV, o Cardeal Robert Francis Prevost, elevou a sua voz em um veemente apelo à consciência global. Recordando o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, Sua Santidade implorou a Deus pela “dádiva de um mundo sem antissemitismo e sem preconceito, opressão e perseguição”, sublinhando a urgência de erradicar as raízes do ódio que ainda afligem a humanidade.
O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado anualmente a 27 de janeiro, marca a libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Esta data não é meramente um lembrete de um capítulo sombrio da história, mas um imperativo moral e espiritual para toda a humanidade. O Papa Leão XIV, com sua sensibilidade pastoral, fez questão de sublinhar que a memória do Holocausto não deve ser um exercício estéril de recordar o passado, mas um farol que ilumina os caminhos presentes e futuros, alertando-nos para os perigos de ideologias desumanizadoras e para a fragilidade da paz quando a justiça e o respeito pela dignidade humana são negligenciados.
A lembrança do Holocausto é um grito que ecoa através das gerações, um testemunho indelével do que o ódio irracional é capaz de produzir. Seis milhões de judeus, juntamente com milhões de outras vítimas – ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais, prisioneiros políticos, entre outros – foram sistematicamente exterminados num dos maiores horrores da história. O Pontífice salientou que esta tragédia sem precedentes serve como um aviso perene: quando a humanidade esquece a sua essência e se permite ser guiada pelo preconceito e pela discriminação, o abismo da desumanidade se abre, ameaçando a todos.
O Santo Padre foi enfático ao pedir um mundo “sem antissemitismo”. A Igreja Católica, em seu Magistério, especialmente a partir do Concílio Vaticano II com a declaração Nostra Aetate, tem condenado inequivocamente o antissemitismo e qualquer forma de racismo. Nostra Aetate recorda a herança espiritual comum entre cristãos e judeus, e lamenta o ódio, as perseguições e as manifestações de antissemitismo dirigidas aos judeus em qualquer tempo e por quem quer que seja. O ensinamento da Igreja proclama a dignidade intrínseca de cada pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, e a fraternidade universal de todos os povos.
O antissemitismo, manifestado em discursos de ódio, em atos de violência, ou mesmo em preconceitos subtis, é um pecado que contradiz os princípios mais elementares do Evangelho e da doutrina social da Igreja. É um vírus social que, se não for combatido com vigilância e educação, pode reemergir e corroer o tecido de qualquer sociedade. Leão XIV, com seu coração de pastor, exortou os fiéis e todos os homens e mulheres de boa vontade a serem vigilantes contra qualquer manifestação de ódio e a promoverem a cultura do encontro e do diálogo, que derruba muros e constrói pontes.
Além do antissemitismo, o Papa Leão XIV expandiu seu apelo para incluir a erradicação do “preconceito, opressão e perseguição”. Infelizmente, em muitos cantos do mundo, ainda testemunhamos formas de discriminação baseadas em etnia, religião, origem social ou outras características. Cristãos perseguidos, minorias étnicas oprimidas, migrantes e refugiados marginalizados são realidades que interpelam a nossa consciência e exigem uma resposta enérgica e compassiva.
O Pontífice nos convida a uma profunda reflexão sobre a nossa responsabilidade pessoal e coletiva. Cada ato de preconceito, por menor que pareça, pode ser uma semente para a opressão. Cada opressão silenciada pode abrir caminho para a perseguição. A fé católica nos chama a sermos defensores dos mais vulneráveis, a darmos voz aos sem voz e a trabalharmos incansavelmente pela construção de sociedades justas e pacíficas, onde cada pessoa possa viver com dignidade e liberdade.
O apelo do Papa Leão XIV não é apenas um lamento, mas um vigoroso chamado à ação e à oração. A oração pela “dádiva de um mundo sem antissemitismo e sem preconceito, opressão e perseguição” é um reconhecimento da nossa dependência de Deus para alcançar uma verdadeira conversão dos corações e para inspirar gestos concretos de fraternidade. Mas a oração deve ser acompanhada por ações que promovam a justiça, o diálogo inter-religioso e a solidariedade humana.
Como membros da Igreja e cidadãos do mundo, somos convocados a ser instrumentos de paz, a educar as novas gerações nos valores do respeito e da tolerança, a denunciar as injustiças e a estender a mão aos que sofrem. Somente assim poderemos honrar a memória das vítimas do Holocausto e de todos os genocídios, garantindo que o “nunca mais” seja uma realidade viva e palpável em nosso tempo. O Papa Leão XIV, seguindo os passos de seus predecessores, nos recorda que a paz é fruto da justiça e da caridade, e que a verdadeira segurança de uma nação se encontra na promoção do bem comum e no respeito incondicional pela vida e pela dignidade de cada ser humano.
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Fonte: Adaptado de Vatican News

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