Relatório internacional aponta triplicação de vídeos pedófilos na internet

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27/jun/2025

Dados divulgados por uma organização de monitoramento internacional revelam um aumento alarmante no volume de conteúdo pedófilo circulando online. Segundo a entidade, o número de vídeos com abuso sexual infantil disponíveis na internet triplicou no último ano.

O estudo, conduzido por uma organização sediada na Itália dedicada ao combate à pedofilia online, identificou um salto significativo: de 651.527 vídeos em 2023 para 2.085.447 em 2024. O relatório anual de 2024 da organização apontou mais de 8.000 links direcionando para este tipo de conteúdo, com uma proporção considerável hospedada em servidores localizados nos Estados Unidos.

Esses links podem levar tanto a arquivos únicos de vídeo ou foto quanto a grandes arquivos compactados contendo milhares de materiais de exploração sexual infantil. A distribuição é frequentemente realizada através de chats e grupos online.

Um representante da organização ressaltou a gravidade da situação, afirmando que a dimensão do problema ainda não foi totalmente compreendida. O relatório identificou e denunciou 410 grupos em mídias sociais envolvidos no compartilhamento desses materiais ilícitos, incluindo centenas em aplicativos de mensagens criptografadas e dezenas em plataformas como o Facebook.

A configuração atual de algumas plataformas com criptografia de ponta a ponta tem sido vista como um obstáculo para a ação policial, dificultando a identificação dos responsáveis e, consequentemente, a busca por justiça para as vítimas. A organização defende um diálogo urgente com as empresas de tecnologia para encontrar soluções técnicas e regulatórias que conciliem a segurança da comunicação privada com a proteção de crianças e adolescentes contra abusos online.

A análise do material encontrado online indica que a faixa etária mais visada é a de 8 a 12 anos, seguida pelo grupo de 3 a 7 anos. Além disso, o relatório levanta preocupações sobre o impacto do avanço da inteligência artificial (IA). Embora parte do conteúdo gerado por IA possa ser falso, ele alimenta redes criminosas complexas, objetifica menores e impulsiona a demanda por conteúdo real, incentivando abusadores a cometerem crimes físicos. A IA também tem sido usada para criar imagens falsas de menores, manipulando fotos existentes.

Recentes ações legais já ocorreram nos EUA envolvendo a posse e distribuição de conteúdo de exploração sexual infantil gerado por IA. A discussão sobre a necessidade de atualização das leis para incluir o conteúdo gerado por inteligência artificial também tem ganhado destaque em estudos jurídicos.

O relatório deste ano ainda alertou para os riscos presentes em jogos online, onde existe um perigo crescente de aliciamento. Pedófilos utilizam esses ambientes para solicitar contatos telefônicos, mover conversas para o âmbito privado, pedir fotos íntimas ou tentar estabelecer relações emocionais com menores vulneráveis.

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