Desde as primeiras horas do dia, longas procissões saíram da Praça Pia até a Porta Santa da Basílica Vaticana. Os protagonistas são os 20.000 peregrinos do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde. Muitas pessoas em cadeiras de rodas, voluntários e equipes de saúde. Nos corações dos fiéis, orações pela paz no mundo e pela cura completa de Francisco
Daniele Piccini – Vatican News
Muitos estão em cadeiras de rodas. Outros estão sob os braços de seus acompanhantes: parentes, freiras, profissionais da saúde, voluntários da Unitalsi. Seu Jubileu, o dos enfermos e do mundo da saúde, iniciado este sábado, 5 de abril, na Praça Pia, pouco depois das oito e meia da manhã. Depois de algumas centenas de metros, a passagem pela Porta Santa da Basílica de São Pedro. Para alguns deles, depois de tantos dias dentro de suas casas de repouso, se trata, finalmente, de um belo dia ao ar livre. Para todos, um dia de esperança.
Um dia fora das RSAs
“Estamos aqui para ter uma experiência comum, um caminho de fé que enriquece a todos, nós voluntários da Unitalsi e os doentes que acompanhamos”, explica padre Walter Gatti, assistente da Unitalsi Vittorio Veneto. “Somos um grupo de 170 pessoas”, continua o sacerdote, ”nem todos estão doentes. Por exemplo, eu também acompanho minha mãe, que tem 95 anos de idade. Para os nossos enfermos, é uma grande emoção e uma grande experiência de vida estar aqui, porque muitas vezes eles estão fechados em suas casas ou em instalações de acolhimento, onde são bem tratados, mas nem sempre têm a oportunidade de viver essas experiências ao ar livre”.
Orações de esperança e paz
Para alguns, confinados a cadeiras de rodas, participar do Jubileu dos Enfermos é até mesmo a realização de um sonho. “Eu queria muito vivenciar esse Jubileu e passar pela Porta Santa. Parecia impossível para mim porque não posso andar”, admite a Sra. Angela, hóspede da Casa de Repouso “Servas da Santíssima Trindade” na Rua Trofarello em Roma, apenas alguns minutos depois de atravessá-la em sua cadeira de rodas. “Tivemos um carro para carregar a minha cadeira de rodas”, continua Angela, membro do Movimento dos Focolares, ”e assim recebi um enorme gesto de amor dos meus companheiros que me ajudaram. Estou feliz por ter vindo e por ter experimentado em primeira mão como, apesar de todos os desafios e guerras, a esperança no futuro pode sempre nascer no coração”.
Um pensamento voltado para Francisco convalescente
Junto com a esperança, os mais de vinte mil peregrinos que vieram a Roma de mais de 90 países do mundo para o Jubileu dos Enfermos trazem em seus corações um pensamento para o Papa Francisco, ele mesmo, até 23 de março, internado no Hospital Gemelli, recentemente recebeu alta e ainda está convalescendo na Casa Santa Marta. “Viemos a Roma no ano do Jubileu como etapa de um caminho de fé de toda uma vida”, diz Daniel, de Verona, mas originalmente do Sri Lanka, que acompanha duas pessoas com deficiência, ”e queremos desejar ao Papa Francisco boa saúde e boa sorte!
Este domingo, com a Missa na Praça São Pedro, presidida pelo arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, se conclui o programa do sétimo evento jubilar.