
Liturgia diária – Evangelho e palavra do dia 14 janeiro 2026
Evangelho e palavra do dia 14 janeiro 2026 Liturgia Diária – Evangelho e palavra do dia 13 de janeiro de 2026. Leitura do Primeiro Livro
Na manhã desta segunda-feira, 13 de janeiro de 2026, em um pronunciamento de tom grave e contundente na Sala das Bênçãos, no Vaticano, o Papa Leão XIV dirigiu-se ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé com um alerta profundo sobre o estado atual das relações internacionais. O Santo Padre denunciou que 'a guerra voltou a estar na moda', lamentando a ascensão de um 'fervor bélico' que ameaça a paz global e substitui o diálogo pela força.
Diante de embaixadores e representantes de nações de todo o mundo, o Pontífice expressou sua grande tristeza ao constatar uma perigosa regressão nos princípios que nortearam a comunidade internacional desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O Papa destacou que o respeito pela soberania e a proibição do uso da força para violar fronteiras, pilares da paz duramente conquistados, estão sendo erodidos por uma mentalidade de confronto.
Durante a tradicional audiência de início de ano, Leão XIV reiterou que a diplomacia não pode ceder espaço à lógica armamentista. O apelo do Papa é para um reforço urgente do multilateralismo, conclamando as nações a redescobrirem o valor das organizações internacionais como espaços de diálogo, negociação e construção de consensos. Segundo o Pontífice, a busca por interesses nacionalistas estreitos, em detrimento do bem comum da família humana, é a semente de novos e devastadores conflitos.
As palavras do Papa ecoam a Doutrina Social da Igreja, que ensina que a paz verdadeira não é meramente a ausência de guerra, mas uma obra da justiça, do desenvolvimento integral dos povos e da caridade. A verdadeira força de uma nação, recordou o Santo Padre, não se mede pelo seu poderio militar, mas pela sua capacidade de promover a dignidade humana, a justiça social e o cuidado com a Criação.
O discurso de Leão XIV transcendeu a análise geopolítica, apresentando-se como um profundo chamado pastoral à conversão. A paz no mundo, afirmou, começa no coração de cada pessoa. É imperativo 'desarmar os corações antes de desarmar os exércitos'. O Papa convidou todos os líderes e cidadãos a rejeitarem a cultura do descarte e do confronto, promovendo incansavelmente a cultura do encontro, do perdão e da reconciliação.
Ao final de seu pronunciamento, o Pontífice reafirmou o compromisso da Santa Sé em continuar a ser uma 'ponte' entre os povos, oferecendo seus canais diplomáticos para facilitar o diálogo e mediar conflitos, sempre em defesa da dignidade inalienável de cada ser humano e da busca por uma paz justa e duradoura.

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