
Porta Santa da Basílica de São Pedro é Selada, Concluindo Ritos do Ano Jubilar
A Basílica de São Pedro, no coração do Vaticano, testemunhou no último dia 16 de janeiro o solene selamento de sua Porta Santa, um evento
A Basílica de São Pedro, no coração do Vaticano, testemunhou no último dia 16 de janeiro o solene selamento de sua Porta Santa, um evento que marcou a conclusão oficial dos ritos de fechamento das quatro Portas Santas das Basílicas Papais, após a celebração do Jubileu de Esperança. Este ato simbólico finalizou um período de profunda peregrinação e graça para a Igreja Católica em todo o mundo.
O processo de selamento da Porta Santa de São Pedro é um ritual cuidadosamente orquestrado, executado por uma equipe especializada conhecida como “sanpietrini”. Estes profissionais, membros da Fábrica de São Pedro, são os responsáveis pela manutenção e conservação da Basílica. Em uma operação que combina fé e técnica, eles erguem uma parede de alvenaria no interior da igreja, lacrando fisicamente a Porta Santa até o próximo Ano Jubilar.
Mais do que um simples fechamento físico, o ritual inclui a inserção de uma cápsula de metal, tradicionalmente chamada de "capsis", dentro da parede que lacra a porta. Esta caixa de bronze guarda documentos de valor histórico e espiritual: o documento oficial de fechamento da Porta Santa, um conjunto de moedas cunhadas durante o Ano Jubilar e as chaves da própria Porta Santa. Tais itens servem como um testemunho material e simbólico do tempo de graça que a Igreja acaba de vivenciar, perpetuando a memória do Jubileu para as futuras gerações.
A cerimônia em São Pedro seguiu-se ao fechamento das Portas Santas de outras três importantes basílicas papais. Os ritos tiveram início no dia 13 de janeiro, com o selamento da Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior. No dia seguinte, 14 de janeiro, foi a vez da Basílica de São João de Latrão. Finalmente, em 15 de janeiro, a Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros foi lacrada, preparando o caminho para o encerramento grandioso na Basílica de São Pedro.
O significado do Ano Jubilar, no entanto, transcende seu calendário. Como ressaltado em diversas ocasiões pelo Santo Padre, o Ano Santo pode ter chegado ao fim em termos de celebração formal, mas seu impacto espiritual e o convite à renovação da fé permanecem vivos e atuantes na vida da Igreja. A abertura e o fechamento das Portas Santas são marcos que convidam os fiéis a uma profunda reflexão sobre a misericórdia divina e o caminho da salvação.
A tradição de depositar elementos simbólicos durante o selamento remonta a séculos. Em todas as basílicas, além dos documentos e moedas do recente Jubileu, foram inseridos também a chave da porta e diversas medalhas pontifícias que datam desde o último selamento, ocorrido no Jubileu Extraordinário da Misericórdia em 2016, até os dias atuais. Este costume ressalta a continuidade da história da salvação e a perene jornada de fé da comunidade católica, que de um Jubileu a outro, busca aprofundar sua relação com Deus e a vivência do Evangelho. O selamento da Porta Santa de São Pedro, portanto, não é um ponto final, mas um momento de transição que convida à reflexão sobre a graça recebida e à preparação para os próximos desafios e alegrias da Igreja peregrina.

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